Combustíveis: consumidor, revoltado com os preços, diminui o consumo de álcool

As vendas caíram bastante esta semana e o prejuízo nos postos já é preocupante, afirma o presidente do Sincopetro

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SÃO PAULO – O consumidor, cansado de ser explorado, se revoltou com os preços cobrados pelo álcool combustível e simplesmente parou de comprar o produto esta semana.

De acordo com o presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivado de Petróleo), José Alberto Paiva Gouveia, as vendas caíram bastante e o prejuízo nos postos já preocupa.

O aumento de R$ 0,05, esperado para o combustível nesta semana, ainda não chegou às bombas, devido à queda no consumo do produto. Os estoques comprados na última semana já deveriam ter acabado, entre segunda e terça-feira.

Alta nas usinas

A alta no preço do álcool vem dos usineiros. De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Aplicados em Economia Avançada) da Esalq, órgão ligado à Universidade de São Paulo, o produto na usina já chegou a R$ 1,20, subindo R$ 0,05 desde a semana anterior.

Segundo pesquisa da ANP (Agência Nacional de Petróleo), entre 26 de fevereiro e 4 de março o preço médio do litro do álcool nos postos do Estado de São Paulo subiu R$ 0,14 e chegou a R$ 1,705. Outro aumento no preço do produto era esperado esta semana e a média divulgada no último dia 25 era de R$ 1,565.

Para tentar baixar os preços do álcool e garantir o abastecimento, o governo poderá obrigar as distribuidoras a fazerem contratos de longo prazo para a compra de álcool anidro. A alteração da lei do petróleo e da lei que trata da fiscalização da ANP, para que o álcool passe a ser tratado como combustível, também está em análise.