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SÃO PAULO – As ações da Guararapes (GUAR4), confeccionista e controladora da rede varejista Riachuelo, e da JSL (JSLG3) registraram forte queda no pregão nesta terça-feira (25), movimento seguido ainda por um volume financeiro bastante acima da média movimentado por ambos ativos.
No caso da Guararapes, as ações fecharam com queda de 3,74%, a R$ 77,00. Na mínima do intraday, elas chegaram a ser negociadas a R$ 70,02, o que indicava desvalorização de 12,46% em relação ao fechamento do pregão anterior. O giro financeiro total nesta terça foi de R$ 2,117 milhões, bem acima da média diária vista nos últimos 21 pregões, que estava em torno de R$ 350 mil.
Já com a JSL, os papéis também terminaram o dia com variação negativa de 3,74%, cotados a R$ 8,50, após chegarem a cair 6,0% no intraday, quando eram cotadas a R$ 8,30. O volume movimentado por essas ações foi de R$ 3,587 milhões, cinco vezes maior que os R$ 650 mil movimentados em média.
Volume concentrado
Segundo operador de mesa da Diferencial, Marco Aurélio Etchegoyen, as duas ações mostraram uma movimentação bastante concentrada, o que pode sinalizar uma montagem – ou desmontagem – de posição de um grande investidor. No caso dos papéis GUAR4, a Prosper Corretora respondeu por 42,5% do total de ações adquiridas neste pregão, enquanto a Icap intermediou as vendas de 56,8% desses ativos nesta terça-feira.
Já com a JSL, o Bank of America Merrill Lynch dominou tanto o lado dos compradores quanto os vendedores durante boa parte da sessão, tendo intermediado por volta das 12h32 (horário de Brasília) uma oferta 100 mil ações a R$ 8,40 nas duas pontas de negociação. Contudo, por volta das 17h40, o Bradesco efetuou a compra e a venda de 140.800 ativos JSLG3 a R$ 8,30, passando o banco norte-americano como principal intermediador tanto das compras quanto das vendas nesta sessão.
Apesar dessa movimentação atípica, Etchegoyen ressalta que isso é natural no mercado, principalmente quando um grande player está desfazendo sua posição em uma empresa que não possui tanta liquidez na bolsa, o que acaba consequentemente pressionando essas cotações.