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SÃO PAULO – A Telesp (TLPP4), controladora da Telefônica Brasil e da Vivo, pretende aproveitar o crescimento da classe C brasileira para expandir sua forte liderança no estado de São Paulo para o resto do País. Na manhã desta quarta-feira (27), a companhia reportou no segundo trimestre deste ano um lucro de R$ 1,14 bilhão.
Segundo Luis Miguel Gilperéz, presidente-executivo da companhia em teleconferência com analistas, a rede de telefonia em posse do grupo em território paulista é forte o suficiente para a concorrência não assustar fortemente. “Claro que teremos de atualizar constantemente a rede para telefonia fixa e móvel, mas estamos confiantes”, afirma.
Entre as estratégias, a empresa deve oferecer planos mais acessíveis para serviços de voz, enquanto expandem e aperfeiçoam os serviços móveis 3G. A Telefônica também espera focar na criação de novos serviços que venham a melhorar a penetração dos smartphones no Brasil. O CEO da tele explica que o público-alvo para este produto deve ser expandido.
Sinergias
Cristiane Barreto, diretora financeira do grupo, admite que o processo de incorporação pode encontrar alguns obstáculos, o que provocaria um adiamento das sinergias previstas. Os custos da incorporação estão sendo revistos para cima, e são avaliados como próximos a R$ 197 milhões. “O importante é que os benefícios são maiores”, diz.
Feita a ressalva, Cristiane afirma que não há nenhuma despesa inesperada que tenha aparecido com o controle da Vivo. A empresa, porém, se resguardou a não comentar quanto dos possíveis ganhos já foram alcançados.
Marca e competição
Ao assumir o controle da operadora celular Vivo, a Telefônica não só economizou em infraestrutura e operações financeiras, como adquiriu a marca mais valiosa da telecomunicação brasileira, que pode chegar a R$ 7,6 bilhões, segundo análise da consultoria Brand Finance. Gilperéz recorre a esse ativo para tentar vencer a competição no setor.
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Apesar da confiança, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está finalizando um estudo que prevê a autorização de uso a frequências antes não utilizadas pelas telefonias móvel e fixa, além da internet banda larga. Isso poderia diminuir a vantagem da Vivo em relação às outras operadoras. “Não é um problema de tecnologia, nós já possuímos os ativos”, comenta o executivo.
Para aumentar a competitividade, a Telefônica ainda vai investir pesado em internet e celulares. A empresa quer expandir a estrutura de fibra óptica que já possui e oferecer serviços de alta velocidade para televisão, por exemplo.