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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em alta nesta quinta-feira (4) e renova sua máxima em mais de três anos, impulsionado por novo dia de queda entre as commodities e incertezas quanto à conjuntura econômica global.
O Banco Central ainda não anunciou nenhuma operação de leilões de dólares nesta sessão. Segundo Henrique Meirelles, presidente da instituição, as atuações no mercado de câmbio atingiram o valor de US$ 49,5 bilhões entre 19 de setembro e o final de novembro, sendo US$ 31 bilhões em operações desse tipo.
O órgão já vendeu US$ 6,7 bilhões em dólares das reservas internacionais, que somam cerca de US$ 200 bilhões. Em empréstimos, foram colocados no mercado US$ 6,4 bilhões em leilões de dólares de linhas externas e outros US$ 5,3 bilhões nos leilões de moeda direcionados ao comércio exterior.
Cortes de juro na Europa e indicadores dos EUA
Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, defendeu nesta quinta-feira que o governo considere medidas para prevenir a execução de hipotecas, incluindo a compra de empréstimos de risco e seu refinanciamento com regras mais favoráveis aos proprietários. “Apesar dos esforços de boa fé dos setores privado e público, a taxa de hipotecas continua alta, com conseqüências adversas para as duas partes envolvidas e para a economia”, afirmou.
O BCE (Banco Central Europeu) deliberou pelo maior corte na taxa básica de juro da região da história: 75 pontos-base. Flexibilizações monetárias também apareceram nas decisões dos bancos centrais de Inglaterra, Suécia e Dinamarca.
O presidente do BCE, Jean Claude Trichet, declarou que a Zona do Euro poderá entrar em recessão em 2009.
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Nos EUA, os indicadores dão mais sinais de deterioração econômica. O número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na última semana revelou-se o maior desde dezembro de 1982, enquanto o volume de pedidos à indústria teve recuo de 5,1% durante outubro, superando a baixa estimada de 4,5%.
Confira as cotações
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,4790 na compra e R$ 2,4810 na venda, alta de 0,24% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,5000, representando um ágio de 0,85% em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o dólar acumula valorização de 6,94% em dezembro, frente à alta de 7,41% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 39,70%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro opera cotado a R$ 2.494, enquanto o contrato com vencimento em fevereiro atinge R$ 2.517.