Com temor em relação à recuperação, bolsas dos EUA abrem em queda

Initial Claims atinge maior patamar dos últimos cinco meses, enquanto produção industrial da Zona do Euro recua 0,1%

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SÃO PAULO – Wall Street segue pressionada pela percepção de que a recuperação econômica norte-americana tem enfraquecido recentemente. Diante de novas sinalizações de desaceleração, as principais bolsas norte-americanas abrem o pregão desta quinta-feira (12) em queda, com o índice Nasdaq recuando 1,60%.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Dow Jones -0,76 10.300 -0,61 -1,23 
 S&P 500 -0,97 1.079 -1,50 -3,24 
 Nasdaq -1,60 2.173 -3,06 -4,22

Nesta manhã, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou o Initial Claims, mostrando aumento nos pedidos de auxílio-desemprego na passagem semanal. O indicador mostrou 484 mil novas solicitações, maior patamar em cinco meses. As projeções apontavam 465 mil solicitações, enquanto o resultado da semana anterior foi de 482 mil pedidos, conforme os números revisados.

A agenda norte-americana trouxe ainda os dados do Import and Export Prices, que apontaram quedas de 0,3% e 0,2%, respectivamente. Os preços de importação excluem as variações no petróleo e os de exportação as variações em commodities agrícolas, por serem considerados muito voláteis.

Agenda europeia
Na Europa, as referências também são negativas. A produção industrial na Zona do Euro registrou uma queda inesperada de 0,1% em junho, após ter avançado 1,1% no mês de maio. Na Grécia, as manchetes mostram a queda de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano.

Cenário corporativo
Com a temporada de resultados ainda chamando a atenção, os investidores voltam-se para os números do segundo trimestre reportados pela Cisco Systems. Apesar da alta de 79% no lucro líquido, a empresa reportou receitas abaixo do esperado e divulgou um guidance decepcionante. Dessa forma, as ações recuam mais de 9,6%.

Outro destaque fica com a General Motors. A empresa reportou o segundo trimestre consecutivo de lucro, com ganhos de US$ 1,3 bilhão. A companhia ainda entra em pauta devido aos rumores de que fará um IPO (Initial Public Offering), visando levantar entre US$ 12 bilhões e US$ 16 bilhões.