Com sucesso de figurinhas da Copa, vendas do setor de livros e jornais disparam 15,2%

Alta foi a maior entre os oito segmentos do varejo investigados na pesquisa mensal do IBGE. No geral, comércio brasileiro teve alta de só 0,1%

(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

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A Copa do Mundo pode até não ter sido das mais brilhantes para a seleção brasileira este ano — afinal, o Brasil fez sua pior campanha no Mundial desde 1990. Mas, para o comércio que vendeu figurinhas da seleção, 2026 foi só alegria. A Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE de maio, divulgada ontem, apontou uma alta de 15,2% nas vendas do segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, na comparação com abril.

E, segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa, essa alta expressiva pode ser atribuída à procura pelos álbuns e figurinhas da Copa.

No geral, o comércio brasileiro ficou estável em maio, com expansão de apenas 0,1% em relação ao mês anterior. Mas, em alguns segmentos, a Copa fez diferença:

— Livros, jornais, revistas e papelaria com a venda de álbum e figurinha. Televisores está na atividade de móveis e eletrodomésticos, que também subiu. Além disso, houve também a parte de vestuário, com a venda de roupas temáticas — diz Santos.

O grupo móveis e eletrodomésticos teve expansão de 8,8%. As vendas na categoria tecidos, vestuário e calçados cresceram 3,1%.

Mas, no conjunto, o desempenho do varejo apontou uma estabilidade. Ainda assim na visão do economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, a tendência é de recuperação nas vendas nos próximos meses, graças às “robustas transferências fiscais do governo federal para as famílias de baixa renda, que têm alta propensão ao consumo”.

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Goldman lembra que o governo lançou programas de crédito direcionado, aumentou as faixas de isenção do Imposto de Renda e lançou programas de renegociação de dívidas, o que ajuda na expansão da renda real disponível das famílias brasileiras. Além disso, o mercado de trabalho brasileiro permanece robusto. Por outro lado, as altas taxas de juros do Brasil, a inflação elevada e o nível ainda alto de endividamento das famílias são fatores de restrição ao consumo.