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SÃO PAULO – A Usiminas (USIM3) anunciou mudanças na presidência da companhia, que com a saída de Marco Antônio Castello Branco deve passar a ser dirigida pelo atual presidente do Conselho de Administração, Wilson Brumer. Castello Branco permanece no cargo até o dia 30 de abril, quando acontece a próxima reunião do Conselho da siderúrgica e deve ser confirmada a mudança.
Aparentemente, a saída do executivo não é permeada por conflitos internos. De acordo com Castello Branco, “a decisão foi uma vontade dos acionistas e da minha”. Brumer, que deverá ocupar o cargo, também afirma: “não diria que houve um movimento para a derrubada de Marco Antônio”.
Brumer foi indicado ao cargo pela Votorantim e Camargo Corrêa e já possui familiaridade com o ramo siderúrgico. O executivo ocupou a presidência da Vale, onde atuou por 17 anos, além de dirigir outras companhias como a Acesita, atual ArcelorMittal Inox, e CST, atual Arcellor Mittal Tubarão.
Avaliação
Para a equipe de research da Ágora Corretora, a mudança no cargo não é motivo para preocupações. “Ressaltamos que a larga experiência do Sr. Brumer nos segmentos de mineração e siderurgia permitirá a continuidade da estratégia de crescimento que vem sendo implementada pela empresa”, afirmam.
Com base nisso, a corretora reitera a recomendação de compra do papel, com preço alvo de R$ 66,98 em dezembro deste ano.
Reajustes
Juntamente à mudança da presidência, a siderúrgica também passa por outro momento importante nesta terça-feira. A Usiminas iniciou nesta sessão negociações com o setor industrial para o repasse do aumento do aço, que reflete o reajuste de 80% a 100% no preço do minério de ferro.
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Contudo, o reajuste no preço do minério de ferro não é o único repasse que a Usiminas terá de fazer às indústrias. As usinas já foram comunicadas pelos fornecedores de carvão que o preço da matéria-prima também sofrerá aumento de 70% em 1º de julho.