Com rumores de menor recomendação pelo CSFB, C-Bond fechou em baixa

Preço do principal título da dívida externa brasileira cai nesta segunda-feira a US$ 0,8713; mercado segue atento a política

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SÃO PAULO – Os principais títulos da dívida externa brasileira fecharam em queda nessa segunda-feira. Porém, o risco país também registrou queda, com o recente aumento do retorno dos Treasuries que provocou um movimento de venda dos bônus de países emergentes.

Boas notícias não foram suficientes

Apesar das boas notícias na economia e na política, os papéis acima mencionados registraram queda. Nesta sessão, o Banco Central revisou as expectativas de inflação para baixo, chegando a apenas um digito. Neste sentido, a projeção do mercado para o ano de 2003 saiu de 10,02% e atingiu 9,93% no caso do IPCA, utilizado como balizados das metas do governo.

Isso permite que o Banco Central possa reduzir os juros mais drasticamente visando, junto com a redução no compulsório bancário, reaquecer a economia. O Copom (Comitê de Política Monetária) se reunirá na semana que vem para decidir sobre a taxa Selic.

O mercado espera a votação dos últimos destaques da reforma da Previdência, prevista para a terça-feira. A aprovação do texto básico em primeiro turno na semana passada foi bem recebida pelo mercado.

No entanto, os investidores já precificaram boa parte das aprovações da reforma da Previdência, e o mercado espera que o governo não terá problema em aprovar os destaques a serem votados depois das negociações da semana passada.

Elevação no yield dos Treasuries

Entretanto, o que provocou as quedas nas cotações dos papéis da dívida externa brasileira foi o aumento no rendimento (yield) dos títulos do tesouro dos EUA, que de um lado reduziu a demanda pelos papéis dos países emergentes, e de outro reduziu o risco Brasil, medido pela diferença entre os rendimentos dos papéis norte-americanos e os brasileiros.

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Rumores de que CSFB reduziu recomendação

Também nesta sessão, houve rumores de que o Credit Suisse First Boston reduziu sua recomendação overweight de 5,40% para 5,00% para os títulos da dívida externa brasileira. Ao lado da redução na dívida brasileira, o CSFB cortou sua recomendação para a dívida do México por motivo de realização de lucros, e também para a Coréia, mas elevou-a para o Chile.

O banco acredita que as perspectivas no médio prazo para a economia brasileira são boas, contudo, prefere reduzir a exposição ao país diante da forte volatilidade da economia com agenda política cheia, e com instabilidade nos mercados globais.

C-Bond fechou em baixa de 0,57%

Dessa forma, o principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, fechou

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em baixa de 0,42%

na noite desta segunda-feira, cotado a

87,13
centavos de dólar.

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Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond acompanharam a tendência de C-Bond.

O Par Bond

caiu 1,35%,

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cotado a
73,00
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond mostrou desvalorização de 0,68%, cotado a 72,50 centavos de dólar.

Já dentre os principais bônus globais, o destaque ficou com o Global 08, que mostrou baixa de 1,29%.

Risco país caiu

Refletindo o aumento no rendimento dos Treasuries e o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 795 pontos base, uma queda de 4 pontos base em relação ao último fechamento
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 87,13 87,50 -0,42
Par Bond 73,00 74,00 -1,35
Discount Bond 72,50 73,00 -0,68
Global 06 105,75 106,25 -0,47
Global 07 103,00 103,50 -0,48
Global 08 95,75 97,00 -1,29
Global 09 112,00 111,00 +0,90
Global 20 96,63 96,00 +0,66
Global 27 81,13 82,00 -1,06
Global 40 86,25 86,50 -0,29