Com resultados em foco, mercados externos exibem leve avanço

UBS na Europa e Ford nos EUA destacam-se na temporada de balanços, enquanto investidores aguardam reunião do Fomc

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SÃO PAULO – A temporada de resultados corporativos ganha relevância como motor do pregão desta terça-feira (26). Os contratos dos índices futuros em Wall Street operam em alta, na expectativa pela reunião do Fomc (o Copom norte-americano) desta semana, mas também de olho nos números apresentados pela Ford. Na Europa, as bolsas avançam, e no continente é o balanço do UBS que se sobressai.

O banco suíço reportou queda de 18% do lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, para 1,8 bilhão de francos, mas o resultado trouxe otimismo ao setor financeiro europeu por mostrar retorno do fluxo de capital de clientes mais ricos, indicando melhora na confiança no braço de private banking da instituição financeira. O balanço também superou a expectativa dos analistas, que era de lucro de 1,74 bilhão de francos. 

Por outro lado, o setor de mineração aparece como destaque negativo do pregão desta terça-feira, pressionado pela queda de alguns metais que recentemente haviam registrado forte valorização. Em Londres, as ações da Randgold e da Antofagasta recuam. 

A agenda de indicadores econômicos europeus, por sua vez, é escassa, tendo sido divulgados apenas dados sobre o déficit e a dívida pública de nações da União Europeia. Entre os países que recorreram ao auxílio econômico, a Irlanda teve um déficit orçamentário de 32,4% do PIB (Produto Interno Bruto), a Grécia, de 10,5%, e Portugal de 9,1% no ano passado. Pelo lado da dívida pública, o país com o maior percentual relativo ao PIB é a Grécia, com 142,8%. 

Ford surpreende
Nos Estados Unidos, apesar de alguns dados relevantes, é a temporada de balanços que deve ditar o rumo de Wall Street. Empresas como 3M e Delta divulgaram seus balanços nesta manhã, além da Ford, que registrou o maior lucro para o primeiro trimestre em 13 anos, beneficiado-se da retomada da economia global. 

A empresa registrou lucro líquido de US$ 2,6 bilhões, ante US$ 2,09 bilhões no mesmo período do ano anterior. A receita, por sua vez, passou para US$ 33,1 bilhões. 

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Entre os indicadores econômicos, a terça traz o índice S&P/Case-Shiller de preços residenciais para fevereiro, a sondagem industrial do Fed de Richmond para abril e o índice de confiança do consumidor do Conference Board, também referente ao mês passado. A LCA espera que este último mostre “modesta recuperação”. 

Os mercados seguem também na expectativa pela reunião sobre política monetária do Fed, que termina na quarta-feira. Paul Donovan, economista do UBS, não espera nenhuma mudança, mas lembra que este encontro terá um diferencial, porque contará com uma coletiva de imprensa do presidente da autoridade, Ben Bernanke, desenhada para elevar a transparência na comunicação do Fed com o mercado. 

Ibovespa segue Wall Street
No Brasil, a agenda conta apenas com o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) da FGV (Fundação Getulio Vargas). O dado mostrou que o brasileiro gastou 0,75% a mais para construir no mês de abril, variação 0,31 ponto percentual maior do que a registrada em março.

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Para Miriam Tavares, diretora de Câmbio da da AGK Corretora, sem dados relevantes, o Ibovespa deve acompanhar o comportamento de Wall Street, enquanto o segmento de juros futuros continuará a aguardar a ata da última reunião do Copom, quanto a autoridade monetária diminuiu o ritmo do aperto monetário e elevou a Selic em 25 pontos-base. 

Commodities e perspectivas
A Ásia apresentou comportamento que vai na contramão da tendência dos outros principais mercados externos nesta terça e encerrou o pregão em campo negativo, com a deterioração das perspectivas para algumas empresas japonesa logo no início da temporada de resultados e a desvalorização de commodities, cujo efeito negativo foi maior sobre a bolsa de Xangai.