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SÃO PAULO – Em mais um capítulo da atual situação da economia grega, o representante da União Européia para assuntos econômicos e monetários, Olli Rehn, afirmou nesta segunda-feira (15) que os gregos utilizaram-se de swaps como uma manobra para mascarar a real dívida do país. Segundo ele, o governo da Grécia deverá adotar novas medidas que possam amenizar o verdadeiro déficit fiscal grego.
“Esperamos que, oportunamente, o governo grego tome as medias adicionais necessárias”, argumentou Rehn. Em resposta, o ministro das Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, afirmou que sua tarefa é como se ele tivesse de “mudar os rumos do Titanic”.
Um grupo formado pelos principais ministros das Finanças de países europeus está reunido com o propósito de formalizar o plano de ajuda à economia grega, que se encontra na pior situação entre os países que compõem o bloco PIIGS (Portugal – Itália – Irlanda – Grécia – Espanha).
Plano de ajuda
O acordo costurado entre as principais lideranças europeias para colocar ordem nas finanças gregas foi anunciado recentemente, mas os detalhes do projeto ainda estão sendo discutidos pelas economias envolvidas. O plano, que teve como principais atores Angela Merkel, chanceler alemã, George Papandreou, primeiro-ministro grego, e Jean-Claude Trichet, Presidente do Banco Central Europeu, ordena a Grécia a estabilizar seu déficit orçamentário dentro do patamar aceito pelos membros do bloco (3% do Produto Interno Bruto).
A promessa de ajuda e de ação “determinante” não trouxe muitos detalhes, e alguns analistas temem que outros países com situação fiscal deteriorada poderiam pedir socorro, levando as economias do bloco, que ainda enfrentam problemas em casa, a utilizar os já escassos recursos nessas ações.
Empréstimos
Na última semana em Bruxelas, capital da Bélgica, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse a jornalistas que o resgate provavelmente virá na forma de empréstimos. “Poderiam ser empréstimos voluntários dos países membros. Esta parece ser a melhor opção”, afirmou.
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O esforço tem por objetivo impedir que os problemas orçamentários se espalhem pelo continente e afundem a região do euro – uma crise que poderia reverberar pelo globo inteiro.
Alternativas à crise
O banco francês Société Générale avaliou a atual situação grega e lançou algumas alternativas à crise. A primeira alternativa: um empréstimo bilateral. Nesse caso, o modelo proposto se alinha à linha de crédito de € 50 bilhões concedida pela União Europeia a países orientais do continente.
A segunda opção é um financiamento através de fundos estruturados, à medida que o orçamento da Grécia prevê recebimento de € 20 bilhões entre 2007 e 2013 – deste total, ainda não entraram em caixa € 18 bilhões.
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Já a terceira alternativa seria um aporte do EIB (European Investment Bank), que tomaria empréstimo em operação de mercado aberto para conceder recursos diretos à Grécia, ou repassaria o financiamento. Contudo, os analistas destacam que os fundos do banco de investimentos focam em projetos voltados para o crescimento.
PIB vs. Déficit
No último ano, o déficit fiscal da Grécia atingiu 12,7% do PIB (Produto Interno Bruto) do país – maior taxa de toda a Europa -. Segundo o governo grego, algumas medidas como corte nos gastos públicos, fechamento de vagas e aumento de impostos, serão tomadas para neutralizar o buraco nas contas públicas. Contudo, em meio à dificuldade do país em restabelecer a ordem econômica, outros países-membros da União Europeia se disponibilizaram a ajudar a Grécia.
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