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SÃO PAULO – Depois de recuar na sessão anterior, o dólar comercial encerrou esta segunda-feira em alta de quase 1%, impulsionado por um movimento de remessa de lucros para o exterior e pelas atuações do Banco Central.
Analistas revelam que as empresas aproveitam o leve recuo da moeda nas últimas sessões para dar continuidade à remessa de lucros a suas matrizes no exterior, que é comum nesta época do ano.
Leilão de swap vai melhor que o da sexta-feira
Nesta sessão, o Banco Central realizou seu décimo sexto leilão de swap cambial reverso consecutivo, tendo vendido 90,5%, ou 7.600, do total de 8.400 contratos ofertados. O volume financeiro foi de US$ 364,3 milhões.
Na última sexta-feira, o leilão da entidade havia colocado apenas 69% dos contratos ofertados, o que preocupou os investidores em relação à efetividade das operações do BC no mercado de câmbio.
O banco também comprou dólares no mercado à vista nesta segunda-feira e, segundo operadores de mercado, teria aceitado uma proposta, com taxa de corte a R$ 2,3325. Após a operação, a moeda ampliou os ganhos.
Dólar encerra em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3340 na compra e R$ 2,3370
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na venda, forte alta de 0,91% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,5120, representando um ágio de 7,63%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 6,13% em dezembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,91%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.341,
forte alta de 0,84% em relação ao fechamento
de R$ 2.321
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, fechou em forte alta de 0,97%,
atingindo R$ 2.367 frente
à R$ 2.344 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,12% para fevereiro de 2006, alta de 0,12 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,34%, estável em relação ao fechamento da sessão anterior.