Com referências econômicas positivas, Ibovespa segue clima externo e sobe 2,42%

Índice sobe pela primeira vez em cinco sessões, recuperando os 69 mil pontos; produtoras de commodities lideram as altas

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SÃO PAULO – Acompanhando o clima positivo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (1) em alta de 2,42%, aos 69.345 pontos. A primeira valorização do índice em cinco dias teve a ajuda dos indicadores econômicos favoráveis tanto nos Estados Unidos quanto na China. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,53 bilhões.

Além da agenda positiva, a onda de otimismo nas bolsas externas também teve participação de novos rumores sobre a crise fiscal na Europa, só que desta vez com repercussão positiva. Especulações no Velho Continente apontam que o Banco Central Europeu poderia anunciar novas medidas anticrise após sua reunião na próxima quinta-feira (2), o que impulsionou os mercados por lá.

Somado a isso, os investidores também respiraram mais aliviados em meio à notícia veiculada pela Reuters de que o governo dos Estados Unidos também colaborará com o FMI (Fundo Monetário Internacional) com ajuda financeira, na tentativa de amenizar a situação da crise fiscal entre países europeus, como Irlanda, Portugal e Espanha.

Destaques da Bolsa
Impulsionadas pelos dados positivos das indústrias norte-americana e chinesa, as ações das companhias produtoras de commodities registram significativas altas no primeiro pregão de dezembro. Neste sentido, Klabin liderou a ponta compradora do índice nesta quarta.

Outras produtoras de commodities que registraram valorizações foram Gerdau, CSN, Vale e MMX. Cabe ressaltar que o Barclays divulgou relatório elevando o preço-alvo das ações das três últimas companhias citadas. OGX e Petrobras também registraram altas na sessão. 

 As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 KLBN4 Klabin PN 5,25 +7,14 +2,98 77,13M
 SBSP3 Sabesp ON 40,62 +6,92 +18,74 13,52M
 TNLP3 Telemar ON 32,50 +6,07 -20,68 4,28M
 GOAU4 Gerdau Met PN 24,50 +5,38 -28,45 27,36M
 GGBR4 Gerdau PN 20,50 +5,13 -28,51 161,15M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 DTEX3 Duratex ON 19,29 -1,58 +20,02 14,57M
 PCAR5 Pao de Açucar PNA 70,11 -1,14 +9,01 73,46M
 CCRO3 CCR Rodovias ON 46,48 -0,58 +22,06 48,35M
 CESP6 Cesp PNB 28,60 -0,42 +20,40 17,63M
 EMBR3 Embraer ON 12,35 -0,32 +31,79 19,47M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE5 Vale PNA 49,23 +2,56 702,80M 606,79M 22.117 
 PETR4 Petrobras PN 25,26 +2,72 561,91M 592,32M 21.801 
 OGXP3 OGX Petróleo ON 20,80 +4,52 316,42M 265,74M 14.953 
 ITUB4 Itau Unibanco PN 40,01 +1,99 285,51M 223,44M 13.191 
 BBAS3 Brasil ON 33,77 +2,64 172,80M 142,34M 13.856 
 GGBR4 Gerdau PN 20,50 +5,13 161,15M 111,01M 12.673 
 BBDC4 Bradesco PN 34,31 +2,20 147,38M 167,46M 10.363 
 VALE3 Vale ON 55,30 +3,25 144,45M 150,11M 5.802 
 BVMF3 BMFBovespa ON 13,37 +2,45 140,04M 149,22M 11.247 
 USIM5 Usiminas PNA 18,96 +1,39 132,80M 92,74M 10.309 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

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Agenda
Por aqui, o fluxo cambial divulgado pelo Banco Central mostrou que a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 1,216 bilhão no acumulado de novembro até o dia 26. Com isso, o saldo acumulado em 2010 subiu para US$ 25,255 bilhões. A autoridade monetária também informou que, nesses 26 dias de novembro, adquiriu US$ 2,101 bilhões no mercado cambial à vista por meio de seus leilões diários de compra.

Também no front doméstico, apontando a maior taxa desde a segunda semana de fevereiro, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) marcou inflação de 1,00% na última medição de novembro, aumento de 0,15 ponto percentual na passagem semanal. Mais uma vez, o principal fator de impulsão para o índice foi o grupo Alimentação.

Jé a balança comercial brasileira fechou o mês de novembro com saldo positivo de US$ 312 milhões, com exportações somando US$ 17,688 bilhões e importações da ordem de US$ 17,376 bilhões.

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Referências Externas
O Livro Bege do Fed apontou que a economia segue melhorando nos Estados Unidos. O documento, que abrange o período entre meados de outubro e novembro, afirmou que o setor de serviços parece ter uma contribuição chave nessa evolução. Ainda entre os setores, a indústria – especialmente a automobilística – também se destacou positivamente, com expansão em quase todos os distritos do Fed.

Enquanto aguardavam o Livro Bege, os investidores analisaram os outros eventos, como o ADP Employment, visto como uma prévia do Relatório de Emprego, mostrando a abertura de 93 mil vagas no setor privado do país na passagem entre outubro e novembro, resultado bastante superior às expectativas do mercado. Ainda por lá, o ISM Index e o Construction Spending também supreenderam os analistas.

Na China, dois indicadores de manufatura apontaram avanço em novembro, pelo sétimo mês seguido. Contudo, indicadores que mostram aquecimento da atividade na China têm sido avaliados com prudência, já que o mercado teme novas medidas de restrição monetária para conter a inflação no país.

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Dólar
Mantendo-se no campo negativo durante todo o intraday, o dólar comercial conheceu nesta quarta-feira seu terceiro dia seguido de queda, pressionado pelo forte otimismo instaurado nos mercados. Cotado na venda a R$ 1,707, a moeda fechou o dia com desvalorização de 0,41%, já acumulando perdas de 1,22% na semana.

O Banco Central realizou mais uma intervenção no mercado de câmbio nesta quarta-feira. Ocorrendo entre 15h59 e 16h04 (horário de Brasília), o leilão teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,7062.

Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta quarta-feira em forte alta no mercado futuro da BM&F, após o IPC-S ter registrado avanço da inflação na última semana de novembro. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,77%, 0,05 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,18%, 136,80% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação negativa de sete pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 187 pontos.

Bolsas Internacionais
O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em alta de 2,30% e atingiu 11.259 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 2,15% a 1.206 pontos, da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, subiu 2,12% a 2.551 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou alta de 2,66% e atingiu 6.867 pontos; no mesmo sentido, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres valorizou-se 2,07% chegando a 5.643 pontos e o CAC 40, da bolsa de Paris, subiu 1,63% a 3.669 pontos.

Confira os eventos previstos para quinta-feira
No front doméstico, o mercado ficará atento à divulgação de dados inflacionários, como o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente ao mês de novembro. O indicador será revelado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Além disso, também na cena interna, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) vai apresentar sua Pesquisa Industrial Mensal referente ao mês de outubro. Outro estudo em foco na próxima sessão será a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Lá fora, atenção recai sobre o Initial Claims, que mostrará aos investidores o número de pedidos de auxílio-desemprego registrados na economia dos Estados Unidos ao longo da última semana. Ainda por lá, o Pending Home Sales revelará o o volume de venda de casas existentes na cena norte-americana ao longo de outubro.

Na Europa, os olhos dos investidores ficarão voltados à reunião do BCE (Banco Central Europeu), principalmente por conta da perspectiva de que a autoridade tome algumas medidas para amenizar os efeitos da crise fiscal do Velho Continente.