Com referências do Oriente Médio e queda do dólar, petróleo fecha com forte alta

Importações chinesas e perspectiva de crescimento para o segundo maior consumidor mundial também puxam cotações

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SÃO PAULO – Respondendo à queda do dólar e notícias do Oriente Médio e da Ásia, as cotações de petróleo fecharam com forte alta nesta terça-feira (22).
O barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 70,53 no pregão desta terça-feira, subindo 2,67% em relação ao último fechamento. O contrato que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, por sua vez, fechou cotado a US$ 71,55 por barril, configurando alta de 2,64% frente ao fechamento anterior.
Ásia

O Banco de Desenvolvimento da Ásia atualizou suas projeções para o crescimento da região este ano. As previsões para o PIB (Produto Interno Bruto) chinês agora apontam avanço de 8,2%, frente às estimativas anteriores de alta de 7%. A região, excluindo o Japão, deve crescer 3,9% no período.
Paralelamente, a China divulgou o balanço de suas importações de óleo bruto durante o mês de agosto, que apresentaram alta de 2,9% frente igual período de 2008, atingindo 19,2 milhões de toneladas.
Arábia Saudita

Os mercados também receberam bem o comentário do ministro do petróleo saudita, Ali al-Naimi, que disse à agência Reuters que a demanda pelo óleo do país está aumentando.
“A economia global parece estar se recuperando. Eu espero que ela se recupere rápido, para que impacte a demanda” disse ele, que se mostrou convencido de que o ciclo de crescimento econômico já começou.
Por sua vez, o presidente da Saudi Arabian Oil Company, maior companhia estatal de petróleo do planeta, disse estar preparado para uma longa pausa no consumo do produto.
“Nós temos o excesso de capacidade para caso seja necessário, mas também possuímos a habilidade de nos manter com níveis de produção similares aos que vemos hoje, com preços próximos aos que temos visto” disse o CEO (Chief Executive Officer) da companhia.
Dólar

Por fim, o movimento de queda da moeda norte-americana frente suas pares internacionais também teve forte influência sobre a alta desta terça-feira.
Vale lembrar que uma desvalorização do dólar geralmente incorre em uma alta dos preços de petróleo, por conta da equivalência cambial, uma vez que os preços do óleo bruto são negociados na divisa, além da movimentação dos investidores, que procuram aplicações mais rentáveis.