Com referências díspares, petróleo sobe em Londres e cai em Nova York

Apreensão com perspectivas para a economia dos EUA e variação do dólar influenciam cotações da commodity na sessão

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SÃO PAULO – A apreensão acerca das perspectivas para a economia dos EUA, o maior consumidor mundial de petróleo, ditou o rumo dos mercados nesta terça-feira (16) e levou as cotações a fecharem em queda em Nova York pelo terceiro dia consecutivo.

Por sua vez, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 70,24 no pregão desta segunda-feira, com alta de 1,15% em relação ao último fechamento. Já o contrato de maior liquidez no mercado de Nova York fechou a US$ 70,47 por barril, leve queda de 0,21% frente ao fechamento anterior.

Produção Industrial

A produção industrial norte-americana apresentou em maio um recuo maior do que o esperado pelo mercado, caindo 1,1% enquanto os analistas estimavam um recuo de 1%. O resultado também foi pior do que o apurado em abril, quando o dado revisado apontou queda de 0,7%.

A capacidade industrial utilizada também mostrou deterioração, atingindo 68,3% no último mês, abaixo das expectativas de mercado (68,4%) e abaixo do índice revisado do mês anterior, que atingiu 69%. Os dados contribuíram com certa dose de cautela no mercado.

Câmbio

Paralelamente, a queda do dólar frente às principais divisas internacionais durante o dia também influenciou nos preços da commodity. O anúncio de que os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) pretendem adotar medidas conjuntas para reduzir a dependência da moeda norte-americana foi uma das principais referências para a desvalorização da divisa.

Vale lembrar que uma queda do dólar frente outras moedas globais geralmente exerce pressão de alta na cotação do barril de petróleo, tanto para compensar a variação do câmbio (visto que o preço do petróleo é expresso em dólares) quanto pela migração de investidores para aplicações mais rentáveis, como as commodities.