Com redução dos impostos, preços dos imóveis seriam até 30% menores

Na opinião do presidente do Secovi-SP, isso seria possível se a carga tributária do setor caísse para cerca de 20%

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SÃO PAULO – Atualmente, 48% do preço de um imóvel se refere a impostos, de acordo com o novo presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Batista Crestana. “Se o percentual baixasse para 20%, por exemplo, os preços das unidades cairiam de 20% a 30%”, avalia.

De acordo com ele, não são apenas os tributos que atrapalham o segmento imobiliário. “A burocracia, em qualquer uma de suas formas, também representa um dos principais entraves ao setor”, esclarece Crestana.

Burocracia

Conforme lembra o presidente do Secovi-SP, quando uma pessoa vai comprar um carro, vai até a loja, realiza a negociação, comprova a renda e sai com o veículo e todos os documentos necessários em apenas dois ou três dias.

No entanto, para adquirir um imóvel são necessários no mínimo dois ou três meses para que os papéis fiquem prontos.

“Isso é um absurdo, já que um imóvel é mais seguro do que um veículo, não pode ser levado para o Paraguai, por exemplo”, argumenta Crestana.

Formas da burocracia

Segundo o presidente do Secovi-SP, existem basicamente dois tipos de burocracia, a material (que se caracteriza pela necessidade de preencher papéis, buscar autenticações etc) e a subjetiva (decorre da má vontade e falta de treinamento de funcionários).

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Para reduzir a burocracia material, Crestana afirma que é preciso informatizar os registros e cadastros. “Além disso, devemos implementar a concentração de informações na matrícula, o que já existe em outros países e diminui sensivelmente a necessidade de certidões” (por este sistema, todas as informações sobre uma propriedade ficam registradas no órgão competente).

A respeito da burocracia subjetiva, o especialista afirma que é preciso motivar os trabalhadores de determinados setores a agirem mais proativamente, além de coibir a má-fé de alguns.