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SÃO PAULO – A redução da perspectiva do rating norte-americano pela Standard & Poor’s continua a pressionar os principais índices de Wall Street nesta segunda-feira (18). Nikola Swann, analista de crédito da agência de classificação de risco, avaliou que embora o dólar continue a ter uma posição superior perante outras divisas e o país tenha um histórico de credibilidade em sua política monetária, tais qualidades podem não ser completamente capazes de ofuscar os riscos de crédito nos próximos dois anos.
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em desvalorização de 1,86% e atinge 2.713 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em baixa de 1,73% a 12.128 pontos, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, cai 1,63%, chegando a 1.298 pontos.
As ações de companhias ligadas ao crescimento da economia norte-americana registram os maiores recuos, em especial nos setores industrial, tecnológico e de commodities. As ações da Caterpillar, Bank of America e Alcoa recuam 4%, 3,8% e 3,45%, respectivamente.
Destaques corporativos
Nesta manhã, o Citigroup anunciou lucro de US$ 0,10 por ação, levemente acima das expectativas do consenso de mercado. Ainda assim, o lucro líquido recuou na comparação anual, e o banco afirmou que continua a lutar em termos de crescimento. Os papéis operam em alta de 0,9% nesta tarde.
Já a Halliburton, gigante do setor petrolífero, vê suas valorizarem-se 1,86% após o lucro da empresa mais do que dobrar em um ano, passando de US$ 206 milhões no primeiro trimestre de 2010 para US$ 511 milhões nos últimos três meses.
Fora da temporada de resultados, no setor de saúde, investidores avaliam a chance da fabricante de equipamentos médicos Synthes unir-se à Johnson & Johnson. A empresa confirmou que as empresas estão em negociações de fusão, em um negócio que poderia chegar a US$ 20 bilhões. Os papéis da Johnson & Johnson operam praticamente estáveis.
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Cenário externo
A Grécia volta à pauta em meio a rumores sobre uma reestruturação da dívida soberana. O ministro de finanças grego, George Papaconstantinou, no entanto, afirmou que o país não possui nenhum plano para reestruturar sua dívida. A Grécia é o país com a maior probabilidade de calote, com 62,57%, segundo o mercado de CDS (Credit Default Swaps, títulos que funcionam como proteção contra inadimplência), de acordo com informações da CMA Vision.
Já a China segue na luta contra a inflação e optou por elevar em 50 pontos base a taxa de exigência de reservas de capital dos bancos durante o último final de semana.
Oscilações:
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| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| S&P 500 | -1,63 |
1.298 | +1,48 |
+3,22 |
| Dow Jones | -1,73 |
12.128 | +2,27 |
+4,76 |
| Nasdaq | -1,86 |
2.713 | +2,63 |
+2,27 |