Com quinto dia seguido de alta, bolsas dos EUA renovam máximas desde 2008

Indicadores econômicos e resultados corporativos levaram os índices de Wall Street a registrarem fortes ganhos

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SÃO PAULO – Acentuando seu rali nesta quarta-feira (14), Wall Street chegou ao seu quinto pregão consecutivo de alta, levando o S&P 500 a fechar acima dos 1.200 pontos, maior patamar desde setembro de 2008. Resultados de JPMorgan e Intel impulsionaram financeiras e techs. Indicadores econômicos também foram bem recebidos.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 1,58% a 2.505 pontos, acumulando no ano forte alta de 10,39%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 1,12% atingindo 1.211 pontos e subindo 8,57% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,94% chegando a 11.123 pontos e acumulando no ano forte alta de 6,67%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +1,58 2.505 +6,04 +10,39 
 S&P 500 +1,12 1.211 +5,23 +8,57 
 Dow Jones +0,94 11.123 +4,52 +6,67 

A temporada de balanços corporativos teve grande importância para o rumo positivo dos negócios. A começar pela Intel, que na noite anterior relatou um lucro de US$ 0,43 por ação no primeiro quarto do ano, superando as projeções dos analistas. Os papéis da maior fabricante de chips de computadores do mundo fecharam este pregão com valorização de 3,29%, terceira maior valorização do Dow Jones.

Passando para o setor financeiro, as ações do JP Morgan avançaram 4,05% – maior valorização do Dow Jones. O banco norte-americano viu seu lucro aumentar em 55% no primeiro trimestre de 2010, indo para US$ 3,33 bilhões. O segundo melhor desempenho do índice foi alcançado por outro banco, o Bank of America (+3,91%).

Os números de ambas as companhias impulsionaram os ativos de seus pares setoriais. Dentre as techs, destaque para Cisco Systems e da Texas Instruments, com ganhos de 1,66% e 3,98%, respectivamente. Já nos bancos, Citigroup (+6,71%) e Goldman Sachs (+3,16%), além do Bank of America.

Palm e Apple
Ainda falando das empresas do setor de tecnologia, as ações da Palm, que já haviam subido mais de 15% na véspera, fecharam nesta quarta-feira com alta de 3,1%, repercutindo ainda os rumores de que a empresa está em busca de um comprador.

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Já a Apple disse que a demanda pelo recentemente lançado iPad foi muito maior do que ela esperava, fato que acabar atrasando a comercialização do novo produto no mercado internacional por cerca de um mês. Suas ações subiram 1,34%. Vale mencionar que, durante o intraday estas açõesatingiram o pico de US$ 245,75, maior patamar visto desde que esses ativos passaram a ser negociados na bolsa do país, em 1980.

Livro Bege: mais do mesmo
Na agenda dos EUA, o Livro Bege divulgado pelo Federal Reserve não surpreendeu os mercados. A autoridade monetária do país manteve seu discurso de que “o nível de atividade econômica norte-americana segue em recuperação modesta”, destacando positivamente os setores de varejo e manufatura e mantendo ressalvas sobre os mercados de trabalho e imobiliário.

Indicadores econômicos
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos mostrou que o volume das vendas ao mercado varejista norte-americano subiu 1,6% durante o mês de março, superando as expectativas dos analistas, que esperavam uma alta de 1,2% no período. Vale lembrar que, durante o mês de fevereiro, a referência ficara positiva em 0,5%, segundo os dados revisados.

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O departamento também mostrou que os estoques das empresas norte-americanas tiveram expansão de 0,5% no mês de fevereiro, resultado levemente acima das projeções, as quais apontavam alta de 0,4%. O resultado de janeiro foi revisado para uma alta de 0,2%.

Por sua vez, o CPI (Consumer Price Index), índice que mede a evolução dos preços ao consumidor nos EUA, registrou variação de 0,1% em março, ficando em linha com as expectativas. No mês anterior, o índice ficou estável. Já o Core CPI, que exclui os itens mais voláteis, como energia e alimentação, apresentou variação nula durante o último mês, ficando abaixo das projeções de mercado e do registrado em fevereiro, ambos de 0,1%.