Com queda do dólar, dívida líquida pública cai para 57,7% do PIB em setembro

Dados do BC mostram que dívida líquida do setor público caiu para R$ 891,1 bilhões no mês, frente a R$ 891,3 bilhões em agosto

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SÃO PAULO – O Banco Central divulgou, nessa sexta-feira, sua Nota da Política Fiscal referente ao mês de setembro, que apontou uma dívida líquida do setor público de R$ 891,093 bilhões nesse mês. Isso representa uma leve queda da dívida em relação àquela registrada no mês anterior, que foi de R$ 891,335 bilhões.

Com isso, a dívida líquida passou de 58,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto para 57,7% do PIB em setembro, sendo que a parcela da dívida referente ao Governo Federal, apresentou uma diminuição entre os meses mencionados, passando de R$ 583,769 bilhões (38,2% do PIB) para R$ 559,126 bilhões (36,2% do PIB). Já a dívida dos governos municipais em setembro foi de R$ 38,27 bilhões (2,5% do PIB) e dos governos estaduais foi de R$ 269,457 bilhões (17,5% do PIB).

Por sua vez, a parcela da dívida líquida correspondente às empresas estatais foi de R$ 22,2 bilhões, ou 1,4% do PIB, enquanto o Banco Central, após ter apresentado crédito no mês anterior, registrou uma dívida de R$ 2,04 bilhões em setembro. No entanto, essas parcelas contribuem de forma menos significativa para o montante final da dívida pública do governo.

Dívida interna líquida sobe para R$ 702,688 bilhões

A parte da dívida total do Governo Federal depois de excluída a dívida externa, ou seja, a dívida interna líquida do governo, apresentou uma leve alta entre agosto e setembro, passando de R$ 697,356 bilhões para R$ 702,688 bilhões. No entanto, essa parcela da dívida em termos de percentual do PIB caiu de 45,6% em agosto para 45,5% em setembro.

Já a dívida mobiliária do Tesouro Nacional, que compõe a dívida do Governo Federal, apresentou entre os meses mencionados uma elevação de 1,95%. Em agosto, essa dívida era de R$ 638,198 bilhões, o que correspondia a 41,8% do PIB, mas em setembro a mesma atingiu R$ 650,657 bilhões, ou 42,2% do PIB.

Dívida do Banco Central apresenta forte elevação

A dívida interna do Banco Central, por sua vez, apresentou uma expressiva elevação no mês de setembro, frente ao mês anterior, passando de R$ 28,353 bilhões para R$ 55,608 bilhões, o que representa um aumento de 96,15% da dívida. Em termos de porcentagem do PIB, essa parcela da dívida subiu de 1,9% para 3,6%.

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Com relação à dívida líquida dos estados, foi registrado um crescimento de 0,58%, de forma que a dívida passou de R$ 251,907 bilhões (16,5% do PIB) para R$ 253,363 bilhões (16,4% do PIB).

Por sua vez, a dívida dos governos municipais subiu de R$ 35,436 bilhões para R$ 35,748 bilhões, o que representa uma variação positiva de 0,88%. Entretanto, a porcentagem dessa dívida em relação ao PIB se manteve em 2,3%.