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SÃO PAULO – Após o anúncio pelo Copom (Comitê de Política Monetária) acerca da redução da taxa básica de juro – a Selic – em meio ponto percentual, o dólar fechou as negociações desta quarta-feira em forte alta, marcando uma sessão de forte nervosismo e poucos negócios.
Dólar acelerou alta após corte dos juros
A redução dos juros já era esperada por uma considerável parcela do mercado, em função dos sinais de recuo da inflação. Uma das grandes preocupações dos investidores – a resistência dos preços ao consumidor – foi minimizada nesta sessão, após o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) apurar uma inflação de apenas 0,23% na segunda quadrissemana de junho.
Neste sentido, a autoridade monetária optou pela redução de meio ponto percentual da Selic, de forma que esta passou de 26,5% ao ano para 26,0% ao ano, configurando sua primeira queda em 11 meses. Vale destacar que em janeiro, a Selic havia sido aumentada de 25% ao ano para 25,5% ao ano, sendo que o movimento de alta persistiu em fevereiro, quando a taxa básica de juro foi elevada para 26,5% ao ano.
Dólar fechou em forte alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8840 na compra e R$ 2,8870
na venda, forte alta de 0,84% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0360, representando um ágio de 5,27% em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 2,66% em junho, frente a alta de 1,75% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 18,65%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho encerrou o dia cotado a R$ 2.905, alta de 0,73% em relação ao fechamento de R$ 2.884 da última terça-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em alta de 0,68%, atingindo R$ 2.965 frente a R$ 2.945 do fechamento de ontem.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial para agosto de 2003, fechou a 1,60%, frente aos 1,73% do fechamento de terça-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 3,90% em comparação aos 3,73% apurados na sessão anterior.