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SÃO PAULO – Após iniciar a sessão no campo positivo, o dólar comercial inverteu sua trajetória ainda durante a manhã, ampliando suas perdas até o fechamento dos negócios, encerrando cotado na venda a R$ 1,814 – desvalorização de 0,71%. Assim, a moeda atingiu seu menor patamar desde 5 de agosto, quando foi negociada a R$ 1,811.
O Banco Central brasileiro voltou a intervir no câmbio nacional, ao realizar a compra de dólares no mercado à vista através de leilão. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 15h12 e terminou às 15h22 (horário de Brasília). A taxa aceita ficou em R$ 1,8175.
Ainda por aqui, repercutiu a divulgação da balança comercial, que apresentou na segunda semana desse mês um saldo positivo de US$ 327 milhões, aumentando o superávit anual para US$ 20,7 bilhões.
Também esteve em pauta a edição revisada do relatório Focus, que trouxe nessa semana projeções mais otimistas para o desempenho da atividade econômica do País.
Impasse
Os mercados reagiram com apreensão ao noticiário desta sessão, que contou com o impasse envolvendo os EUA e a China. Segundo o noticiário internacional, os norte-americanos decidiram aplicar sobretaxa de 35% sobre as importações de pneus chineses. Em resposta, a China abriu investigação sobre práticas comerciais ilegais na venda de carros e frango importados do país ocidental.
Com a agenda de indicadores pouco movimentada lá fora, ganharam destaque os dados de atividade da Zona do Euro, que reportaram um aumento no número de desempregados e um recuo na atividade industrial.
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Dólar a R$ 1,814
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8120 na compra e R$ 1,8140
na venda, baixa de 0,71% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9400, representando um ágio de 7,06%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 3,97% em setembro, frente
à alta de 1,29% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 22,38%.
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 1.817,
forte baixa de 0,93% em relação ao fechamento
de R$ 1.834
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,92%,
atingindo R$ 1.826 frente
à R$ 1.843 do fechamento de
sexta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8125000
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,72% para novembro de 2009, 0,02 ponto acima do fechamento anterior.