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SÃO PAULO – Ampliando suas perdas no final da sessão, o dólar comercial fechou esta sexta-feira (24) com queda de 0,52%, sendo cotado na venda a R$ 1,711, aproximando-se da menor cotação do ano, alcançada no dia 14 de setembro, quando fechou a R$ 1,708. Com este recuo, a moeda norte-americana fechou a semana com variação negativa de 0,47%.
Mesmo com o dia negativo no mercado doméstico e a dupla rodada de intervenções do Banco Central no câmbio, o dólar sentiu os impactos da precificação das ações a serem ofertadas pela Petrobras (PETR3, PETR4). A companhia deverá captar um valor próximo de US$ 70 bilhões no mercado, o que deverá trazer um forte fluxo de divisas internacionais para o País, tendo em vista a significativa participação de investidores estrangeiros nessa oferta.
Referências do dia
Mantendo ativa sua rotina de intervenções, o BaCen voltou a comprar dólares nesta sexta-feira. Após realizar compras por volta das 12h40 (horário de Brasília), a autoridade monetária também interviu entre as 15h46 e as 15h51, aceitando uma taxa de corte de R$ 1,7094.
Na agenda econômica, o destaque ficou com os pedidos de bens duráveis da indústria norte-americana em agosto, que ficaram acima do que era esperado pelos analistas, ofuscando o resultado levemente abaixo do previsto para as vendas de casas novas no país durante o mesmo mês.
Mudança na Ptax
Ainda dentro do noticiário do mercado cambial, importante destacar que na noite passada o BC anunciou mudanças na metodologia de cálculo da Ptax.
De acordo com a explicação do Banco Central, o cálculo se dará através de quatro consultas diárias às instituições credenciadas como dealers de câmbio. Com as médias das respectivas cotações, será definido o resultado de cada uma dessas consultas. Para isso, porém, os dois maiores e os dois menores valores informados serão excluídos.
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“A taxa PTAX será dada pela média aritmética simples das quatro consultas e será divulgada por volta das 13h00”, disse a nota do BaCen.
“Essa medida não tem influência sobre a trajetória do dólar”, disseram os analistas da Prosper Corretora em relatório, lembrando ainda que a medida só começa a vigorar em julho do próximo ano.
Dólar não é um bom investimento, diz diretor do Confidence
Em entrevista à InfoMoney TV durante a Expo Money 2010, o diretor comercial do banco Confidence, Gustavo Dias, argumentou sobre as medidas adotadas pelo governo para conter a apreciação do real frente ao dólar e afirmou que, no momento, a moeda norte-americana não é considerada um bom investimento, tendo em vista que ela tenderá a se manter desvalorizada.
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Dólar a R$ 1,711
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7090 na compra e R$ 1,7110 na venda, baixa de 0,52% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 2,62% em setembro, frente à alta de 0,06% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,73%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro encerrou o dia cotado a R$ 1.715, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.723 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em baixa, atingindo R$ 1.726 frente à R$ 1.734 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7098000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,74 para novembro de 2010, 0,11 ponto percentual abaixo do que foi registrado na sessão anterior.