Com prestações inferiores a R$ 1 mil, imóveis financiados podem ser pagos em 10 anos

Segundo professor, isso seria possivel para uma família com renda de R$ 2.500, que deseje um imóvel de até R$ 75 mil

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SÃO PAULO – Com uma prestação em torno de R$ 727, uma família da classe média brasileira pode conseguir quitar um financiamento imobiliário em um prazo de dez anos. A conclusão é do professor PhD da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista) e da Faculdade Módulo, Marcos Crivelaro.

De acordo com o professor, uma família com renda de R$ 2.500, que deseje um imóvel de até R$ 75 mil, localizado em bairro periférico, ao fazer uma simulação na calculadora on-line disponível no site da CEF (Caixa Econômica Federal), dedicado ao Feirão da Casa Própria, obteria o seguinte resultado:

Valor de entradaR$ 29.831,94
Valor subsidiadoR$ 0,00
Valor do financiamentoR$ 48.168,06
Prazo120 meses (10 anos) pelo sistema SAC
Cota máxima de financiamento90%
Primeira prestaçãoR$ 727,24 (valor decrescente)
Juros efetivos8,4% ao ano + TR

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Essa simulação seria para uma família que já possui algum imóvel, podendo apenas utilizar a Carta de Crédito SBPE – Taxa Pós-Fixada, disponibilizada com juros pós-fixado, sem limite de renda e valor de imóvel.

Minha Casa, Minha Vida

Para as famílias que ainda não possuem um imóvel, nesta faixa de renda e considerando as mesmas condições da propriedade, é possível a utilização da Carta de Crédito FGTS – Minha Casa, Minha Vida, que permite a compra de um imóvel novo, em que o Habite-se tenha sido emitido depois de 26 de março deste ano, com subsídio de R$ 6.366 e pequenos valores de entrada e taxas de juros, conforme a tabela a seguir:

Valor de entradaR$ 10.569,48
Valor subsidiadoR$ 6.366
Valor do financiamentoR$ 58.064,52
Prazo120 meses (10 anos) pelo sistema SACRE
Cota máxima de financiamento100%
Primeira prestaçãoR$ 750,00 (valor decrescente)
Juros efetivos5,64% ao ano + TR

O docente conclui que tais prazos podem ser considerados excelentes, diante de períodos mais longos presentes no mercado. Isso porque, diz ele, quanto menor o prazo de financiamento, menor o total desembolsado com juros.