Com preços mais baixos, vendas de notebooks devem crescer 185% em 2008

São estimados cerca de 5,5 milhões de notebooks vendidos; preço e praticidade são principais razões da preferência

•

Publicidade

SÃO PAULO – A preferência do mercado pela mobilidade, além dos valores mais em conta, vem fazendo com que as vendas de notebooks cresçam acima do esperado. A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) projeta que as vendas destes computadores devem aumentar 185% no ano, atingindo cerca de 5,5 milhões de unidades.

A venda de desktops, entretanto, deve cair 6%, segundo a previsão, fechando o ano com aproximadamente 7,5 milhões de unidades. O aumento nas vendas de notebooks contribuíram para que a Abinee revisse sua projeção para o mercado de computadores.

O presidente da Abinee, Humberto Barbato, acredita que em 2009 as vendas de notebooks devam superar as dos desktops, tanto pela questão da mobilidade, quanto pelos programas do governo, que priorizam os notebooks.

Queda dos preços

Pesquisa realizada pela GfK Indicator mostra uma queda de 29% no valor dos computadores portáteis, entre junho de 2007 e junho de 2008.

Considerando os desktops, a pesquisa aponta que também houve redução nos preços. Entre junho de 2007 e junho de 2008 houve redução de 26%.

Crescimento acelerado

Para a Abinee, o Brasil deve chegar a 13 milhões de unidades vendidas em 2008. Esse resultado, que significa um aumento de 30% em relação a 2007, supera a expectativa inicial de 11,7 milhões, conforme previsão feita no início do ano.

Continua depois da publicidade

A pesquisa aponta que, no segundo trimestre de 2008, o mercado movimentou 3,17 milhões de unidades de PCs. Isto representou um crescimento de 36% sobre o mesmo período do ano passado.

O mercado de notebooks alcançou 1,09 milhões de unidades, um crescimento de 200% em relação ao segundo trimestre de 2007, muito acima do que a indústria estava prevendo. O segmento doméstico respondeu por 64% das vendas de notebooks nesse período.

As vendas de desktops atingiram 2,07 milhões de unidades, o que representa um crescimento de apenas 5% em relação ao mesmo período do ano passado, reforçando a tendência de migração das pessoas físicas e das microempresas para o notebook. O mercado corporativo respondeu por 54% dos desktops comercializados.

Continua depois da publicidade

Mercado ilegal

Segundo a pesquisa da Abinee, no segundo trimestre de 2008, o mercado ilegal de desktops chegou a 35%, um crescimento de dois pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre.

O estudo da Associação revela que isso ocorreu devido à preferência de muitas micro, pequenas e médias empresas por comprar seus computadores em revendas que montam desktops sem PPB (Processo Produtivo Básico) previsto por lei do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Por outro lado, a ilegalidade no mercado dos notebooks caiu de 34% no primeiro trimestre para 31,5% no segundo. Os notebooks de preços abaixo de R$ 2.000 têm participação ainda menor no mercado ilegal.

Continua depois da publicidade

Nos 31,5% de notebooks ilegais não estão computados os equipamentos remanufaturados. “É necessário que o consumidor tenha muito cuidado na hora de efetuar uma compra, pois poderá adquirir um notebook usado”, diz Barbato. Segundo ele, estes produtos não possuem garantia de assistência técnica e suporte dos fabricantes instalados legalmente no País.