Com preços mais baixos, vendas de notebooks crescem 116% em 2006

Com isenções maiores, a expectativa é que o computador fique ainda mais barato e as comercializações aumentem mais

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SÃO PAULO – A praticidade e liberdade de movimento estão caindo cada vez mais no gosto da população, com uma forcinha da queda de preço. Enquanto o mercado brasileiro de computadores como um todo cresceu 43% em 2006, o que diz respeito apenas à comercialização de notebooks teve ampliação de 116% em relação a 2005 – representando 680 mil novos aparelhos em um universo de 8,3 milhões de PCs.

Estudiosos apontam que o fenômeno é resultado tanto de um maior combate à pirataria quanto o da chamada MP do Bem, que isentou o recolhimento de PIS e Cofins para destktops (computadores de mesa) de até R$ 2.500 e laptops de até R$ 3 mil.

Vendas ilegais

Com ampliação das vendas legais, diminuíram as ilegais. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica (Abinee) o mercado pirata (conhecido como cinza), que chegou a 73% do total das vendas em 2004, caiu para 40% em 2006.

Analisando apenas o universo dos notebooks, os ilegais representavam 51% do total em 2004, com esse porcentual caindo para 47% em 2005 e chegando a 31% no ano passado. Segundo Ivair Rodrigues, diretor da IT Data, em 2007 eles não devem passar de 25%.

“O Paraguai está às moscas”, conta Rodrigues, que esteve recentemente no país vizinho durante a pesquisa.

“Os freteiros, pessoas que traziam equipamentos e componentes através da Ponte da Amizade, cobrando de R$ 20 a R$ 30 por frete ou 2% do valor dos produtos, hoje não agem por menos de 8% a 10% do objeto contrabandeado, devido à intensa fiscalização. Simplesmente não compensa mais”.

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Aumento da isenção

Outro fator que deve estimular tanto os computadores de mesa quanto aos portáteis é o aumento da isenção tributária, anunciado durante apresentação do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), em janeiro.

Agora, todos os PCs – sejam eles quais forem – que custarem até R$ 4 mil não precisarão contribuir com o PIS e Cofins. Com isso, previu Rodrigues, fabricantes que oferecem máquinas na faixa de R$ 4.300 a R$ 4.500 devem reduzir o preço para receberem o benefício.

Essa isenção faz com que o computador chegue cerca de 10% mais barato ao consumidor. Com essa facilidade, a Abinee prevê que cerca de 11 milhões de unidades serão vendidas este ano – total praticamente igual ao de televisores.