Com preços mais baixos, celular deve ganhar mais espaço do que telefonia fixa

Tarifas mais baixas e a oferta de telefone fixo e móvel em um só aparelho farão a móvel crescer, enquanto a fixa ficará estagnada

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SÃO PAULO – Com preços mais baixos e maiores áreas de cobertura, a telefonia móvel deverá crescer ainda mais nos próximos anos, enquanto a fixa verá a estagnação de seu mercado. Isso é o que afirma o Relatório Tendências Setoriais – Telecom e TI, produzido pela consultoria Tendências.

Este ano, a telefonia móvel deverá crescer 21% e, no ano que vem, 16%, atingindo 170 milhões de celulares em uso, aponta a responsável pelo relatório, Mariana Barboza. Já a previsão para a telefonia fixa é de estagnação, devido principalmente à contestação do mercado feita pelos celulares e por outras tecnologias, como VoIP.

Celular como telefone fixo

Além das tarifas mais baixas, a recente iniciativa das operadoras de celular de também oferecer serviços de telefonia fixa baseados em suas redes móveis também deve contribuir para a maior adoção desses aparelhos.

Com essa modalidade, o usuário pode dispor de serviços fixo e móvel por meio de um só aparelho, sendo que, para cada serviço, o telefone possui um número diferente. Quando o usuário está próximo do endereço de registro do fixo, a rede da operadora identifica sua localização, passando a vigorar as tarifas de telefonia fixa.

Outra vantagem está no fato de que a área delimitada pelo serviço fixo das operadoras de celular é maior do que a oferecida pela telefonia fixa tradicional. Além disso, alguns pacotes oferecidos pelas móveis têm preços inferiores aos estabelecidos pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para o plano básico do serviço fixo.