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SÃO PAULO – As ações da Fibria (FIBR3) encerram a terceira semana de dezembro com queda acumulada de 9,04% e cotadas a R$ 26,27, na pior posição do Ibovespa. No mesmo período, o benchmark recuou 0,53%. Os papéis também acumulam uma performance negativa tanto na leitura mensal (-1,20%) como anual (-32,80%).
O mau desempenho pode ser relacionado ao delicado momento para o mercado de fibras curtas, principal negócio da companhia, no front externo. Nos Estados Unidos, o mercado presencia o fraco consumo de papel e a redução da demanda por celulose em todas as etapas das cadeias de produção, apesar dos esforços para reduzir os estoques de final de ano.
Já na Europa, os valores para os preços no mercado de fibra curta continuam pressionados, uma vez que os estoques dos produtores permaneceram elevados em outubro, segundo análise semanal publicada na última terça-feira pela empresa finlandesa Foex. Além disso, um volume substancial de fibra curta pode ser ofertado ao mercado asiático durante o segundo semestre de 2010 e a primeira metade de 2011, mantendo a concorrência acirrada. Por sua vez, no mercado chinês, a perspectiva é de que a queda nos preços incremente a demanda.
De acordo com a Link Investimentos, o cenário de queda nos preços da celulose “deve continuar para o curto prazo, porém, para o médio e longo prazo, devemos ter um cenário positivo para as companhias produtoras de celulose, com um pequeno aumento da produção e uma elevação da demanda”.
Outros destaques
No período, destaque também para a performance de queda dos ativos da B2W (BTOW3, R$ 31,42, -8,58%), Port X (PRTX3, R$ 3,74, -8,11%), Cyrela (CYRE3, R$ 19,30, -7,52%) e MMX (MMXM3, R$ 10,71, -6,46%).