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SÃO PAULO – Inquirido sobre as perspectivas do setor de celulose no Brasil, o diretor-presidente da Cenibra, Paulo Eduardo Rocha Brant, disse acreditar na manutenção dos preços da celulose durante o mês de outubro.
Em entrevista para à Agencia Estado, o executivo afirmou que não há qualquer sinalização das fabricantes do insumo em relação a uma revisão de preços, afastando as especulações acerca de uma possível queda nas cotações da commodity.
“O cenário passado pelo presidente da Cenibra é positivo para as produtoras de celulose” avalia Leonardo Alves, da Link Investimentos. “Com os preços constantes ainda teremos mais um período de alta geração de caixa para as produtoras brasileiras, que têm um dos menores custos de produção do mundo, apesar da recente valorização do real”, continua o analista.
Alves retirou seu recomendação de outperform – expectativa de desempenho acima da média do mercado – para as ações da Suzano (SUZB5), e de market perform – expectativa de desempenho em linha com o mercado – para os papéis da Fibria (FIBR3).
China
Voltando à fala de Brant, ele também ressaltou o momento da indústria de papel na China. O governo chinês está fechando fábricas ineficientes e poluentes, destacou o executivo. “Há uma previsão de fechamento de capacidade de 3 milhões de toneladas de celulose, e isso deve afetar o mercado em outubro, novembro ou dezembro”, projetou.
O analista da Link, por sua vez, chama atenção para os investimentos em tecnologia que o país asiático tem feito no segmento, o que deverá garantir a demanda pela celulose brasileira. “Outro ponto que deve melhorar o mercado, é o final das férias no hemisfério norte, já que esse é o destino de praticamente toda a celulose brasileira, e a demanda pode voltar a crescer, principalmente na Europa e China, onde apresentaram maiores quedas”, continua Alves, reiterando seu otimismo para o segmento.