Com prazo apertado, Argentina pode continuar longe de acordo sobre dívida

Empréstimos internacionais foram bloqueados desde 2001, quando governo deixou de remunerar um passivo de US$ 95 bilhões

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SÃO PAULO – A Argentina será forçada a declarar moratória de suas dívidas em 2011 caso o governo não consiga chegar a um acordo com investidores. O débito em pauta chega a um total de US$ 20 bilhões que ficaram de fora da última proposta de reestruturação.

A presidente Cristina Kirchner está negociando acordos para que o governo possa voltar a ter acesso ao capital internacional, já que, devido ao mau pagamento de US$ 95 bilhões em 2001, isso deixou de ocorrer.

De acordo com o ministro da Economia argentino, Amado Boudou, o Banco da Nação ainda está autorizado a emprestar 7,3 bilhões de pesos ao governo. Neste ano, a dívida já teve um acréscimo de 4,2 bilhões através de empréstimos de agências estatais.

O analista da Standard & Poor’s Sebastian Briozzo afirma que essa situação não pode se sustentar por muito tempo, já que o governo argentino “não poderá viver fazendo isso para sempre”.

Para Jim Craige, gestor da Stone Harbor, uma reestruturação da dívida argentina mudaria completamente o cenário atual, dando ao país a possibilidade de acesso ao capital mundial novamente.