Com popularidade em queda, Hollande antecipa programa de emprego

Programa "empregos do futuro" oferecerá principalmente contratos do setor público a jovens sem qualificação dos subúrbios e de áreas rurais

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SÃO PAULO – O governo socialista da França está acelerando o lançamento de um plano para criar 150 mil vagas de trabalho patrocinadas pelo Estado voltada para os jovens, numa tentativa de combater o desemprego crescente e reverter o declínio na taxa de aprovação do presidente François Hollande.

Pedra fundamental do plano de Hollande para estimular a criação de emprego através de subsídios estatais, o programa “empregos do futuro” oferecerá principalmente contratos do setor público a jovens sem qualificação dos subúrbios e de áreas rurais a um custo de cerca de € 2 bilhões de euros (US$ 2,5 bilhões) este ano e no próximo.

Ecoando uma iniciativa de um governo de esquerda anterior, o programa encontrou pouco apoio entre os economistas e empregadores, alguns dos quais argumentam que é caro e oferece poucas garantias de emprego em longo prazo.

Mas o ministro do Trabalho, Michel Sapin, disse que o foco seria a criação de empregos de longa duração e a formação profissional. “Isto não é para consertar os números”, afirmou ele em entrevista coletiva.

Quase um em cada quatro jovens franceses estão sem trabalho.

O Parlamento irá convocar uma sessão especial em 10 de setembro, duas semanas antes do previsto, para examinar o programa, informou um porta-voz do governo nesta quarta-feira, dois dias depois que os pedidos de auxílio-desemprego subiram para seu nível mais alto em mais de 13 anos.

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Hollande espera que o programa lhe dê um impulso depois de uma série de pesquisas de opinião nos últimos dias mostrando seus índices de aprovação caindo, em um caso para tão baixo quanto 44%, de mais de 60% depois de sua eleição em meados de maio.

Uma pesquisa mostrou que 72% dos entrevistados acham que ele está agindo muito lentamente para resolver os problemas do país.

Sapin já disse que a menos que medidas urgentes sejam tomadas, a França corre o risco de criar uma “geração perdida” de pessoas que não conseguem entrar no mercado de trabalho depois da escola e crescem isoladas da sociedade.

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Mas o novo programa tem seus críticos.

“Seria ótimo se esses trabalhos realmente oferecessem a perspectiva de um futuro radiante para todos os que se beneficiarão deles, mas eu tenho medo que isso não seja certo”, afirmou Laurence Parisot, presidente do sindicato dos empregadores Medef, à rádio Europe 1.

Sapin disse que o esquema – que vai criar 100 mil empregos no setor público e 50.000 no setor privado até 2014 – vai custar ao Estado € 2,3 bilhões, valor que seria compensado com o fim de certas isenções fiscais.

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O governo está removendo as isenções de impostos sobre o trabalho extra, derrubando uma reforma emblemática do governo conservador anterior.