Com PIB dos EUA menor e corte no Copom, dólar comercial sobe 0,5%

Decisão do Copom também tem seus efeitos sobre a moeda; Europa segue no radar dos investidores

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SÃO PAULO – O dólar comercial abre os trabalhos desta quinta-feira no mesmo ritmo de toda sessão anterior, marcando alta. Por volta das 10h30 (horário de Brasília) a moeda registrava valorização de 0,32%, valendo R$ 2,022 na venda.

Impacta no movimento da divisa os dados liberados nesta data da segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, apontando que a economia norte-americana avançou 1,9% no primeiro trimestre de 2012, decepcionando as projeções dos analistas, que esperavam 2,00%.

No Brasil, destaca-se a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), no encontro encerrado nesta quarta-feira (30), por uma redução de 0,50 ponto percentual na Selic, que passa de 9% para 8,5% ao ano, chegando ao menor patamar da história. A decisão ficou em linha com o consenso de mercado, que previa um corte na mesma proporção, segundo a média das projeções de 44 casas de análises. A decisão pode desestimular a entrada de dólares na nossa economia, o que favorece à sua valorização por aqui.

Europa traz algum alívio
Na Europa, os dados relevantes vêm da Alemanha, referentes a desemprego e vendas no varejo. O mercado de trabalho na Alemanha continuou apresentando sinais positivos da economia doméstica. A taxa de desemprego recuou de 6,8% em abril para a mínima história em maio, 6,7%, abaixo do esperado pelo mercado (6,8%).

O número de pessoas fora do trabalho manteve-se inalterado em termos dessazonalizados em 2,870 milhões. “O recuo do desemprego tem sustentado melhores expectativas para a economia alemã, diante de um cenário de crise soberana e retração da demanda externa”, diz Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Já o resultado das vendas no varejo, referentes a abril, mostrou mais uma surpresa positiva, com alta de 0,6% na margem, após crescimento de 1,6% no mês anterior (dado revisado), surpreendendo positivamente o esperado (+0,2%). “A despeito de este resultado ainda não re?etir a recente contração observada no nível da con?ança do consumidor, esperamos para os meses à frente algum arrefecimento no consumo das famílias alemãs”, completa Barros.

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Indicadores
Na nossa agenda, a produção industrial caiu 0,2%, segundo os dados sem influência sazonal da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mais tarde, o Banco Central publica a Nota de Política Fiscal, relatório com os resultados fiscais não-financeiros do setor público, ligados às dívidas e ao superávit primário.

Nos Estados Unidos, os norte-americanos conheceram o ADP Employment, do número de postos de trabalho no setor privado do país, que mostrou a adição de 133 mil novos empregos, contra expectativa de que fossem criados em 157 mil postos. O Initial Claims, dos números de pedidos de auxílio-desemprego em base semanal, foram observados 383 mil novas solicitações no país, contra expectativa de 368 mil solicitações.

Também é revelado o Chicado PMI, indicador que mede o nível de atividade industrial na região. Por fim, será publicação do relatório semanal de Estoques de Petróleo.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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