Com petróleo, IGP-10 da FGV e Copom, curva de juros encerra sem tendência

A autoridade monetária brasileira divulga, no final da tarde, o novo patamar da Selic; mercado espera elevação de 0,50 p.p.

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SÃO PAULO – Com os investidores divididos entre forte alta do preço do petróleo no mercado internacional e a divulgação do IGP-10 (Índice Geral de Preço – 10) da FGV, além da atenção ao resultado da reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, a curva de juros, composta pelos principais contratos de DI, encerrou sem tendência definida nesta quarta-feira.

O colegiado da autoridade monetária divulga no final da tarde desta quarta-feira o novo patamar da taxa básica de juro da economia brasileira. De acordo com as expectativas do mercado, o Copom deverá elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, passando de 17,25% ao ano para 17,75% ao ano.

FGV indica desaceleração na inflação

A Fundação Getúlio Vargas divulgou, nesta manhã, o IGP-10 referente ao mês fechado de dezembro. O índice apurou desaceleração na inflação, já que teve variação positiva de 0,77% no período, ficando, assim, abaixo da alta de 0,83% verificados no mês anterior.

No entanto, os investidores estão atentos à acentuada valorização no preço do barril do petróleo, que está sendo cotado próximo dos US$ 44,00 em Nova York e acima dos US$ 41,50 em Londres. Vale destacar que a commodity foi influenciada pelo nível de estoques de petróleo dos EUA, que ficou abaixo do esperado pelo mercado.

É importante lembrar que a alta do petróleo no mercado internacional aumenta os temores de uma maior pressão inflacionária causada pelos reajustes nos preços dos combustíveis, que são realizados pela Petrobras.

Contrato de abril de 2005 fechou com taxa de 17,82%

Neste contexto, o contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em abril de 2005, registrou uma taxa de 17,82%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.

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Outros contratos que fecharam com bom volume negociado foram o com vencimento em janeiro de 2005, que registrou taxa de 17,59% e o de julho de 2005, com taxa de 17,79%. No fechamento de terça-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 17,57% e 17,83%, respectivamente.

CDB de 30 dias fecha em alta a 17,64%

A taxa do CDB prefixado de 30 dias fechou o dia em alta, rendendo 17,64%
ao ano, enquanto na terça-feira a taxa atingiu 17,58% ao ano.

Por sua vez, a taxa do CDB prefixado de 360 dias encerrou as negociações de hoje em alta a 17,54%, acima dos 17,48% registrados na última terça-feira. Em alta, a taxa DI-Over rendia 17,20% ao ano no fechamento de hoje.

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A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

Vencimento Taxa atual Taxa Anter Diferença Contr Neg
Janeiro de 2005 17,59 17,57 +0,02 47.479
Abril de 2005 17,82 17,81 +0,01 89.593
Julho de 2005 17,79 17,83 -0,04 38.875
Outubro de 2005 17,66 17,68 -0,02 36.049
Janeiro de 2006 17,43 17,43 0,00 31.990
Abril de 2006 17,26 17,30 -0,04 1.075
Julho de 2006 17,24 17,20 +0,04 2.345
Outubro de 2006 17,19 17,20 -0,01 1.120
Janeiro de 2007 17,13 17,13 0,00 2.282