Com petróleo e indicadores dos EUA, títulos da dívida externa encerram em queda

Preço do petróleo aproximou-se dos US$ 55 em NY e incentivou migração para os Treasuries, tidos como mais seguros

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SÃO PAULO – Com os investidores cautelosos frente ao novo aumento na cotação do petróleo, os principais títulos da dívida externa brasileira encerraram em queda nesta quinta-feira. Vale destacar que a elevação da commodity aumenta a procura por bônus de menor risco, como os Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano.

No noticiário econômico, foi divulgado, nesta manhã, pelo Departamento de Energia dos EUA o nível de estoques de petróleo, indicando um aumento bem maior do que o esperado pelo mercado, já que as perspectivas eram de aumento de 1,6 milhão de barris, e foi registrado uma elevação de 4,2 milhões de barris no período.

Realocação de carteiras

No entanto, a cotação do petróleo encerrou nesta quinta-feira acima dos US$ 54,5 por barril em Nova York, com a queda dos estoques de destilados impulsionando uma nova alta da commodity. É interessante lembrar que a alta do petróleo amplia o cenário de aversão ao risco, levando os investidores a promoverem um movimento de realocação de carteiras, reduzindo posições em títulos de países emergentes, como o Brasil.

Este movimento ficou bastante claro na sessão desta quinta-feira, quando os bônus brasileiros apresentaram queda durante todo o dia, enquanto os Treasuries registravam alta, reflexo da maior procura pelos investidores. Ou seja, muitos investidores migraram dos títulos da dívida externa de economias emergentes para os títulos do Tesouro norte-americano, considerados mais seguros.

Principais títulos encerram em queda

Assim, o principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 1,48% na tarde desta quinta-feira, cotado a 112,31 centavos de dólar.

Já dentre os títulos da dívida reestruturada brasileira, o C-Bond apresentou baixa de 0,93%, cotado a 98,88 centavos de dólar e o Par Bond registrou desvalorização, cotado a 89,50 centavos de dólar.

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Fracos indicadores nos EUA

Além disso, o Departamento de Trabalho norte-americano divulgou o Initial Jobless Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA referente à semana passada. O índice ficou em 352 mil pedidos, acima das expectativas do mercado, que apontavam para 340 mil benefícios no período.

Vale lembrar que os fracos indicadores sobre a economia dos EUA ajudam na migração para títulos do Tesouro norte-americano, já que os investidores têm uma maior aversão ao risco, prejudicando, assim, bônus de países emergentes, caso do Brasil.

Risco país subiu

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 479 pontos base, um aumento de 25 pontos base em relação ao último fechamento.

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Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 98,88 99,81 -0,93
Par Bond 89,50 90,75 -1,38
Discount Bond 88,50 88,75 -0,28
Global 06 108,25 108,63 -0,35
Global 08 108,50 109,38 -0,80
Global 09 128,00 129,50 -1,16
Global 20 124,50 127,50 -2,35
Global 27 106,88 108,25 -1,27
Global 40 112,31 114,00 -1,48