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SÃO PAULO – Com os investidores cautelosos frente ao novo aumento na cotação do petróleo, os principais títulos da dívida externa brasileira encerraram em queda nesta quinta-feira. Vale destacar que a elevação da commodity aumenta a procura por bônus de menor risco, como os Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano.
No noticiário econômico, foi divulgado, nesta manhã, pelo Departamento de Energia dos EUA o nível de estoques de petróleo, indicando um aumento bem maior do que o esperado pelo mercado, já que as perspectivas eram de aumento de 1,6 milhão de barris, e foi registrado uma elevação de 4,2 milhões de barris no período.
Realocação de carteiras
No entanto, a cotação do petróleo encerrou nesta quinta-feira acima dos US$ 54,5 por barril em Nova York, com a queda dos estoques de destilados impulsionando uma nova alta da commodity. É interessante lembrar que a alta do petróleo amplia o cenário de aversão ao risco, levando os investidores a promoverem um movimento de realocação de carteiras, reduzindo posições em títulos de países emergentes, como o Brasil.
Este movimento ficou bastante claro na sessão desta quinta-feira, quando os bônus brasileiros apresentaram queda durante todo o dia, enquanto os Treasuries registravam alta, reflexo da maior procura pelos investidores. Ou seja, muitos investidores migraram dos títulos da dívida externa de economias emergentes para os títulos do Tesouro norte-americano, considerados mais seguros.
Principais títulos encerram em queda
Assim, o principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 1,48% na tarde desta quinta-feira, cotado a 112,31 centavos de dólar.
Já dentre os títulos da dívida reestruturada brasileira, o C-Bond apresentou baixa de 0,93%, cotado a 98,88 centavos de dólar e o Par Bond registrou desvalorização, cotado a 89,50 centavos de dólar.
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Fracos indicadores nos EUA
Além disso, o Departamento de Trabalho norte-americano divulgou o Initial Jobless Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA referente à semana passada. O índice ficou em 352 mil pedidos, acima das expectativas do mercado, que apontavam para 340 mil benefícios no período.
Vale lembrar que os fracos indicadores sobre a economia dos EUA ajudam na migração para títulos do Tesouro norte-americano, já que os investidores têm uma maior aversão ao risco, prejudicando, assim, bônus de países emergentes, caso do Brasil.
Risco país subiu
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 479 pontos base, um aumento de 25 pontos base em relação ao último fechamento.
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Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
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Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % | ![]() |
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C-Bond | 98,88 | 99,81 | -0,93 |
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Par Bond | 89,50 | 90,75 | -1,38 |
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Discount Bond | 88,50 | 88,75 | -0,28 |
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Global 06 | 108,25 | 108,63 | -0,35 |
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Global 08 | 108,50 | 109,38 | -0,80 |
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Global 09 | 128,00 | 129,50 | -1,16 |
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Global 20 | 124,50 | 127,50 | -2,35 |
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Global 27 | 106,88 | 108,25 | -1,27 |
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Global 40 | 112,31 | 114,00 | -1,48 |
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