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SÃO PAULO – A AMR Corporation, maior controladora mundial no segmento de aviação, anunciou nesta quarta-feira (21) drásticas medidas a fim de conter gastos com a disparada do preço do petróleo e as dificuldades enfrentadas pela economia norte-americana.
Com a iminência de uma recessão no país, a AMR, detentora, dentre outras companhias aéreas, da American Airlines, anunciou uma redução de até 12% de sua capacidade no plano doméstico e a retirada de utilização de 85 de suas aeronaves.
Ademais, a empresa também anunciou planos de cobrança de tarifas adicionais e de cortes em seu quadro de empregados, que embora não tenham sido especificados, devem envolver “milhares de funcionários”, nas palavras de Gerard Arpey, presidente da AMR.
“A indústria aérea como se apresenta hoje não está preparada para suportar uma cotação do petróleo em torno dos US$ 125 o barril, ainda mais com os elevados preços de combustíveis combinados a uma fraca economia norte-americana”, afirmou Arpey.
Ações em queda, petróleo em alta
Reagindo à notícia, os papéis da empresa operam com desvalorização de 21,83% em Wall Street, a maior queda registrada desde abril de 2003, quando a AMR esteve à beira de requisitar concordata ao governo norte-americano.
Após ter encerrado o último pregão em patamar histórico, o preço do barril de petróleo ruma a novo recorde nesta quarta-feira, sendo negociado a US$ 132,05 em Nova York, uma alta de 2,31%.