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Com Petrobras, Ibovespa vira e tem leves ganhos; Grécia no radar

Índice acompanha mercado internacional, que aguarda por votação de medidas pelo Parlamento grego; notícias sobre visita da Moody's ao Brasil agitam cenário doméstico, assim como dados de vendas do varejo nos EUA e Brasil

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SÃO PAULO – O Ibovespa segue o dia de cautela e zera as perdas na sessão desta terça-feira (14): o índice registrava leve alta de 0,44%, a 53.352 pontos, às 15h46 (horário de Brasília), com a Petrobras (PETR3, R$ 15,56, +2,03%; PETR4, R$ 11,98, +1,35%) se recuperando em um dia de volatilidade para o preço do petróleo após o acordo nuclear do Irã com seis potências mundiais. Após cair 2% mais cedo, o preço do brent tem alta de 1,02%, a US$ 58,47 o barril. Enquanto as ações da Petrobras se recuperam, Vale e siderúrgicas têm um dia de forte queda. 

O cenário é de expectativa sobre se o Parlamento grego aceitará as condições de austeridade previstas no acordo assinado ontem com os credores. Contudo, as principais bolsas europeias fecharam com leves ganhos, com o mercado avaliando que o Parlamento do país deverá passar as medidas para assegurar o terceiro pacote de ajuda. 

No Brasil, a expectativa é pela chegada da agência de classificação de risco Moody’s, enquanto o mercado repercute os dados de vendas no varejo no Brasil e nos EUA. Nos EUA, o dia é de leve alta para as bolsas após os dados do varejo piores do que o esperado, sugerindo que o Federal Reserve pode adiar a alta de juros. 

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Em destaque no Brasil, estão as ações da Vale (VALE3, R$ 17,89, -3,30%; VALE5, R$ 14,98, -2,47%), com baixa de pouco mais de 3% após terem disparado na véspera.O diretor da Vale do negócio de metais ferrosos, Peter Poppinga, disse ontem que a companhia vai começar a retirar a partir deste mês 25 milhões de toneladas de sua oferta de minério de ferro, mas manteve inalterada sua oferta da commodity em 340 mil toneladas em 2015. Em relatório, o Morgan Stanley disse que essa decisão de substituir o minério de alto custo/menor qualidade por de menor custo/maior qualidade seja positiva e se reflita em maior Ebitda/tonelada, ele pode ter um efeito nulo ou até negativo sobre os preços globais do minério.

As ações das siderúrgicas deixam para trás os fortes ganhos da véspera e caem hoje: Gerdau (GGBR4, R$ 6,58,-6,40%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,75, -9,18%), Usiminas (USIM5, R$ 4,26, -1,62%) e CSN (CSNA3, R$ 4,84, -0,41%). O Instituto Aço Brasil refez suas estimativas para o desempenho do setor neste ano. Segundo o estudo, a produção de aço bruto deverá mostrar uma queda de 3,4% sobre o ano passado, contra uma estimativa anterior de alta de 6,4%. 

Sobre a Gerdau, a companhia anunciou nesta terça-feira uma reestruturação dos negócios nas Américas, com redistribuição das operações em três divisões para América do Norte, América do Sul e Brasil. Para simplificar e unificar as participações societárias na companhia fechadas da Gerdau S.A. no Brasil, o conselho de administração da empresa aprovou a compra de fatias minoritárias na Gerdau Aços Longos, Gerdau Açominas, Gerdau Aços Especiais e Gerdau América Latina Participações, por um total de R$ 1,986 bilhão. As aquisições permitirão à Gerdau S.A. deter mais de 99% do capital total de cada uma das controladas.  

O Instituto Aço Brasil refez suas estimativas para o desempenho do setor neste ano. Segundo o estudo, a produção de aço bruto deverá mostrar uma queda de 3,4% sobre o ano passado, contra uma estimativa anterior de alta de 6,4%. 

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 ECOR3ECORODOVIAS ON7,51+4,31-25,9015,55M
 OIBR4OI PN5,60+4,09-34,967,23M
 ELET6ELETROBRAS PNB9,02+4,04+11,555,89M
 SBSP3SABESP ON17,91+3,59+7,4015,62M
 ELET3ELETROBRAS ON6,13+3,20+5,695,87M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 GOAU4GERDAU MET PN4,75-9,18-57,6127,32M
 GGBR4GERDAU PN6,57-6,54-30,53101,42M
 BRAP4BRADESPAR PN9,95-3,40-26,8012,61M
 VALE3VALE ON17,94-3,03-15,4072,97M
 SUZB5SUZANO PAPEL PNA15,17-3,01+36,0197,61M
* – Lote de mil ações 
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

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Moody’s e meta fiscal
No Brasil, o cenário também é bastante movimentado, em meio à expectativa pela visita da agência de classificação de risco Moody’s ao Brasil. Segundo o jornal Valor Econômico, a equipe econômica, convencida de que rebaixamento do rating pela Moody’s é inevitável, aposta nas medidas de ajuste fiscal para impedir que downgrade venha acompanhado de viés negativo. A tarefa de convencimento não será fácil, destaca o jornal citando fontes, que atribuem situação ao cenário político que dificulta aprovação das medidas do ajuste e o baixo crescimento econômico.

Ainda no campo econômico, pelo menos por enquanto, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conseguiu evitar a admissão oficial de que o superávit primário de 1,13% do PIB (cerca de R$ 66,3 bilhões) prometido para este ano não será alcançado, como é voz corrente tanto entre analistas privados quanto entre membros do próprio governo. Ele bloqueou a redução imediata da meta, como defendida, entre outros, pelos ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil).

Chama atenção ainda a expectativa pela votação do projeto da diminuição das desonerações. “Se mudar o texto, a votação fica para agosto”, afirmou o líder do governo no Senado, senador Delcídio Amaral (PT-MS). Entre os dados econômicos, chamam a atenção as vendas no varejo em maio: as vendas caíram 0,9% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam desde uma queda de 1,00% até uma alta de 0,60%.

Vendas no varejo
Já as vendas no varejo dos Estados Unidos caíram inesperadamente em junho com famílias diminuindo compras de automóveis e uma série de outros produtos, o que pode levantar receios de que a economia está desacelerando novamente. O Departamento do Comércio informou nesta terça-feira que as vendas no varejo recuaram 0,3% no mês passado, a leitura mais fraca desde fevereiro. Os números do varejo em maio foram revisados para baixo para mostrar uma alta de 1%, em vez do salto informado anteriormente de 1,2%.

O Brasil também apresentou números para o varejo. O recuo de 0,9% nas vendas do varejo restrito em maio ante abril é o mais intenso para o mês desde 2001, informou nesta terça-feira, 14, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Naquele ano, a queda também foi de 0,9%, segundo o instituto. Já a queda de 4,5% nas vendas em relação a maio de 2014 foi a maior, considerando todos os meses, desde agosto de 2003 (-5,7%). Levando em conta apenas os meses de maio, a retração foi a mais intensa desde 2003 (-6,2%).

Na Europa, destaque ainda para a produção industrial da zona do euro, que caiu em maio, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, contra expectativas de leve crescimento, sugerindo que a recuperação econômica da região estagnou no segundo trimestre, depois de um começo de ano bem sólido.

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, disse que a produção industrial nos 19 países que usam o euro caiu 0,4 por cento em comparação com o mês anterior, e com ganho de 1,6 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado. Foi o terceiro mês seguido de estagnação ou retração.

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Economistas consultados pela Reuters esperavam em média um aumento mensal de 0,2 por cento e um aumento anual de 1,6 por cento. A queda mensal foi mais acentuada para o setor de produção de energia, com o consumo de bens não-duráveis também em queda.

(Com Reuters)