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SÃO PAULO – Com uma postura mais agressiva de combate aos impactos da crise econômica no País, o governo brasileiro decidiu reduzir o superávit primário de 3,8% para 3,3% do PIB (Produto Interno Bruto).
A decisão, que deverá ser anunciada nesta quarta-feira (15) em conjunto com o lançamento da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2010, também deverá contar com a exclusão da Petrobras de suas contas públicas.
Na LDO estão incluídos os principais parâmetros para o comportamento econômico do Brasil do próximo ano, dos quais fazem parte também as expectativas para os juros, câmbio e inflação, além do crescimento esperado da economia.
Mais recursos para acabar com a crise
Em relação ao superávit primário, a decisão foi tomada visando injetar mais recursos na economia de forma a combater os impactos da crise internacional.
Para 2010, a meta também deverá ficar em 3,3% do PIB. Já a retirada da Petrobras das contas como forma de gerar receitas para os gastos governamentais e da contabilidade do setor público deverá prevalecer também nos próximos anos.
Dessa forma, a petrolífera fica desobrigada de contribuir para o superávit, fato que também incide sobre outras estatais, e que deverá disponibilizar cerca de R$ 15 bilhões para investir livremente, inclusive na área de produção do pré-sal.