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SÃO PAULO – Após uma manhã bastante volátil, o Ibovespa engata queda na tarde da sessão desta quinta-feira (10), em um dia de noticiário econômico bastante agitado. Às 12h24 (horário de Brasília), o índice registrava perdas de 0,55%, a 50.904 pontos, com imobiliárias voltando a registrar um novo dia de perdas, enquanto a Petrobras (PETR3;PETR4) virou para baixa.
Enquanto isso, a Vale (VALE3; VALE5) tem perdas de cerca de 1%, em meio aos dados negativos vindos da China, com os números decepcionantes da balança comercial.
O noticiário econômico é movimentado, com destaque para a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que alertou para uma inflação mais alta neste e no próximo ano e o Banco Mundial não traçou um cenário muito positivo para o Brasil, os dados mais positivos dos EUA contribuem para equilibrar as perdas do índice.
Vale ressaltar que o encontro da autoridade monetária brasileira foi realizado antes da divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que registrou aceleração em março para 0,92% e pode levar a uma continuidade do ciclo de aumento das taxas pelo BC. Com isso, imobiliárias seguem em queda pela segunda sessão seguida, com destaque para a Rossi Residencial (RSID3, R$ 1,66, -3,49%).
Enquanto isso, a ALL (ALLL3) aparece na ponta positiva do Ibovespa nesta manhã, com valorização de 6,23%, a R$ 8,01, depois de rumores de que a fusão da empresa com a Rumo, braço de logística da Cosan (CSAN3), estaria no caminho de ser aprovada.
O futuro da ALL e Rumo será selado em reunião do conselho de administração marcado para a próxima terça-feira, 15 de abril. Segundo apurou o Valor, o clima entre os acionistas da ALL está mais tranquilo. Tudo caminha para que os fundos de pensão, Previ e Funcef, e mais a gestora de recursos BRZ, também concordem com a transação. Juntos, eles somam 30% do bloco de controle da ALL. Os demais 70%, Wilson de Lara, Ricardo Arduini e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), já estavam de acordo com a operação.
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Enquanto isso, as ações das elétricas têm um dia de recuperação após a forte queda da véspera, em meio aos temores de que um racionamento no Brasil esteja perto de acontecer. Estas perspectivas foram reforçadas em meio a rumores de que a consultoria PSR, uma das principais sobre o setor elétrico do País, divulgaria relatório ou informaria ao governo a necessidade de que seja decretado o racionamento de energia, o que foi negado por ela. As ações das elétricas têm ganhos, com destaque para a Eletrobras (ELET3, R$ 7,05, +3,37%; ELET6, R$ 11,06, +0,55%).
Na ponta positiva, destaque ainda para a Prumo Logística (PRML3, R$ 1,21, +5,22%), após a companhia, antiga LLX, assinar contrato de quase R$ 1 bilhão para impulsionar o porto de Açu.
Cenário econômico movimentado
Além do cenário corporativo, o econômico também é bastante movimentado. Ao mesmo tempo em que elevou suas projeções para a inflação neste e no próximo ano, o Banco Central defendeu que a política monetária deve permanecer vigilante, retirando a palavra “especialmente” que vinha sendo usada até então, e entende que uma fatia importante dos efeitos do atual ciclo de aperto monetário na inflação “ainda está por se materializar”.
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Segundo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, o BC argumentou que as decisões futuras serão definidas “com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas”, trouxe o documento divulgado nesta quinta-feira.
Destaque ainda para a projeções do Banco Mundial para a economia brasileira. De acordo com a instituição, o Brasil deverá crescer no máximo 2% este ano por não ter promovido reformas para impulsionar o crescimento, a poupança e os investimentos.
Prestes a revisar o rating brasileiro, a Fitch Ratings realizou conferência e chamou atenção, ao dizer que espera que o próximo governo brasileiro apoie sua classificação de crédito realizando ajustes de política que melhorem o desempenho fiscal e a confiança dos investidores.
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A analista da Fitch Shelly Shetty disse que as principais preocupações da empresa em relação ao Brasil são as baixas taxas de crescimento e a deterioração nas contas fiscais são as principais preocupações sobre o Brasil.
Do lado positivo, está os EUA, com o número de pedidos de auxílio desemprego caindo para perto da mínima em sete anos. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 32 mil, para 300 mil em dados ajustados sazonalmente, na semana encerrada em 5 de abril, sendo o menor nível desde maio de 2007, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.
Já na China, dados mostraram que as exportações do país caíram 6,6% em março, ficando muito abaixo das estimativas de analistas que esperavam um aumento de 4%. Já as importações diminuíram 11,3% no ano, também ficando abaixo da expectativa do mercado de 2,4%. Apesar dos fracos dados, o premier chinês disse que o país não irá adotar qualquer política de estímulos à economia para o curto prazo na China.