Com Petrobras e Braskem, exercício de opções movimenta R$ 3,4 bilhões na B3

Entre os cinco contratos mais movimentados, dois foram da estatal petrolífera, ambos de compra

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SÃO PAULO – O exercício de opções sobre ações movimentou, nesta segunda-feira (17), R$ 3,384 bilhões na B3. Deste montante, R$ 1,609 bilhão representaram opções de compra, enquanto os outros R$ 1,776 bilhão foram de opções de venda. Do total movimentado, R$ 360,4 milhões foram de opções da Petrobras.

Entre os cinco contratos mais movimentados, dois foram da estatal petrolífera, ambos de compra. As calls de PETR4 a R$ 18,92 e a R$ 17,92, movimentaram R$ 266,2 milhões e R$ 94,263 milhões, respectivamente. 

O contrato de compra da Braskem (BRKM5), a R$ 60, teve o segundo maior volume deste vencimento, com R$ 107,8 milhões. A quarta maior movimentação foram das opções de venda da Ambev (ABEV3), a R$ 21,76, com giro de R$ 87,040 milhões. Completando o Top 5, as opções de compra da Vale (VALE3), a R$ 54,94, movimentaram R$ 86,069 milhões.

O que é uma opção?

A opção é um derivativo negociado na Bolsa de Valores. E como qualquer derivativo, seu preço “deriva” da oscilação do ativo ao qual ela se lastreia – no caso de uma opção de ação, o contrato varia de acordo com as oscilações desta ação na Bovespa. Quem compra uma opção está adquirindo o “direito” de comprar ou vender alguma ação; já quem vende a opção tem a obrigação de atender a exigência daquele que comprou o contrato. 

Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor compra uma “call”, ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou “strike”) até um dia de vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma “put”, ele está adquirindo o direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido.

Vencimento eleva volatilidade

A forte oscilação verificada em dias de vencimento de derivativos reflete a disputa entre “comprados” e “vendidos”. De modo geral, os “comprados” apostam na alta das ações, enquanto os “vendidos” visam o fraco desempenho dos papéis.

Neste cenário, os “comprados” tendem a adquirir grandes quantidades de ações, na tentativa de elevar seu preço, enquanto os “vendidos” promovem a venda dos papéis, com o intuito de derrubar as cotações.

Vale lembrar que esse movimento ganha força na medida em que as ações mais negociadas nos contratos de opções costumam carregar participação significativa no Ibovespa.

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