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SÃO PAULO – A moeda norte-americana opera em baixa na tarde desta terça-feira, com a expectativa favorável de ingresso de dólares no Brasil. Por outro lado, a apreensão dos investidores com o leilão de cambiais nesta semana impede uma maior queda da divisa.
Novas captações
O mercado acompanha os esforços de grandes empresas privadas para fechar captações de recursos. A AmBev e o Grupo Votorantim pretendem, cada um, vender US$ 300 milhões no exterior e a CSN conseguiu emitir US$ 200 milhões em bônus de cinco anos na última sexta-feira.
Contudo, as atenções também se direcionam para o início da operação de rolagem de parte do principal de US$ 1,5 bilhão de uma dívida cambial com vencimento em 17 de setembro.
As apostas são de que o BC ofertará uma menor parcela do principal como estratégia para impulsionar uma maior cotação do dólar, além de reduzir a dívida atrelada ao câmbio, após a divisa ter registrado fortes quedas nos últimos dias.
Dólar acumula queda de 1,85% em setembro
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,9200 na compra e R$ 2,9240
na venda, baixa de 0,41% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
3,0270, representando um ágio de 3,66%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,85% em setembro, frente
à alta de 0,30% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,61%.
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Dólar futuro na BM&F
também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
opera cotado a R$ 2.957,
baixa de 0,74% em relação ao fechamento
de R$ 2.979
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera em baixa de 0,63%,
atingindo R$ 3.002 frente
a R$ 3.021 do fechamento de
segunda-feira.