Com perspectivas de menor crescimento da demanda, petróleo segue em queda

Além disso, a redução das tensões no Oriente Médio beneficia o recuo das cotações da commodity

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SÃO PAULO – O petróleo atinge nesta sessão sua cotação mais baixa desde junho, registrando o quarto dia consecutivo de desvalorização. O recuo nos preços do óleo se dá pelo anúncio de redução das perspectivas da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de crescimento da demanda mundial neste ano.

O cartel divulgou na última quarta-feira um relatório onde afirma que, apesar do aumento do consumo de petróleo na China, a demanda mundial deverá ser pressionada pela desaceleração econômica das duas principais potências mundiais: EUA e Japão.

O cartel também acredita que o alto custo do petróleo influenciará negativamente o crescimento econômico mundial, em especial das economias emergentes. Além disso, a redução das tensões no Oriente Médio beneficia o recuo das cotações da commodity.

Confira as cotações

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 71,58
nesta quinta-feira, baixa de 1,32% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 4,62% neste mês de agosto. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 21,36%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 58,98 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em setembro de 2006, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 70,64 por barril, configurando uma baixa de 1,74% frente ao fechamento anterior.