Com perspectivas de aumento dos combustíveis, curva de juros abre taxas

O petróleo acima de US$ 50 obrigaria a Petrobras a reajustar mais uma vez os combustíveis, o que eleva os juros futuros

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SÃO PAULO – A confirmação da reeleição do presidente George W. Bush trouxe temor ao mercado acerca da oferta de petróleo oriundo dos EUA. Dessa maneira, a curva de juros, composta pelos principais contratos de DI futuro negociados na BM&F, segue abrindo taxas no decorrer da tarde desta quinta-feira.

Isto porque o mercado teme que, com a vitória de Bush, a Casa Branca dê continuidade ao plano de elevação das reservas estratégicas de petróleo dos Estados Unidos, ampliando ainda mais o preço da commodity. O petróleo acima do patamar de US$ 50 obrigaria a Petrobras a reajustar mais uma vez o preço dos combustíveis no Brasil, impulsionando a inflação e obrigando a autoridade monetária (Copom) a elevar a taxa básica de juro (Selic).

Contrato de abril de 2005 indica taxa de 17,71%

O contrato de juros de maior liquidez hoje, com vencimento em abril de 2005, aponta uma taxa de 17,71%,
0,03
ponto percentual acima
do fechamento de quarta-feira. O número de contratos negociados chega a 62.608.

Outros contratos com bom volume negociado são o com vencimento em janeiro de 2006, que registra taxa de 17,94%
e o de julho de 2005, com taxa de 17,89%. No fechamento de quarta-feira, as taxas apontadas
por estes contratos eram
17,93% e
17,87%, respectivamente.

Taxa do contrato de janeiro de 2005 sobe para 17,25%

Já o contrato com vencimento mais próximo, o de janeiro de 2005, aponta taxa de 17,25%, acima da taxa de 17,23%
registrada no último fechamento.

A seguir confira as taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

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Vencimento Taxa atual Taxa Anterior Diferença Contr Neg
Janeiro de 2005 17,25 17,23 +0,02 10.860
Abril de 2005 17,71 17,68 +0,03 62.608
Julho de 2005 17,89 17,87 +0,02 16.555
Outubro de 2005 17,95 17,91 +0,04 6.255
Janeiro de 2006 17,94 17,93 +0,01 18.616