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SÃO PAULO – Menos instável, mas ainda preocupante. É assim que o Citigroup enxerga atualmente o setor de mineração, ao passo que indicadores importantes, como os preços do minério de ferro no mercado spot, apresentaram ligeira variação positiva de 10% a 20% no decorrer do bimestre entre dezembro último e janeiro vigente.
No tocante à alta dos preços, os analistas do banco alertam para as razões motivadoras, na crença de que tal oscilação só ocorreu devido a um arrefecimento nos estoques chineses, ao invés de refletir um aumento consistente na demanda por produtos siderúrgicos.
Mesmo assim, a alta acumulada de 28% no preço spot desde a recente baixa histórica de US$ 80,00 por tonelada merece ênfase: “isto é parcialmente provocado por maiores taxas de frete, mas também por uma maior demanda, dado que as importações chinesas de minério de ferro cresceram 6% em dezembro, comparando com o mês antecedente”, explica a instituição financeira.
Brasil em baixa
As exportações brasileiras de minério de ferro declinaram 23% no decorrer do último mês, em relação a novembro último. Tal performance destoa dos desempenhos da Índia e da Austrália, ao passo que, em ambos países, as exportações registraram crescimento no mesmo período.
Analistas recomendam Vale
Conforme especulações da imprensa chinesa, a Vale aceitaria queda de 10% nos preços, enquanto a Baosteel clama por redução de 40%. Permeando os dois extremos, as projeções do Citigroup giram em torno de corte na casa dos 20%.
“As negociações já começaram, mas estão vagarosas, conforme anseiam os produtores”, observam os analistas do banco, dado que as mineradoras tentam postergar as conversas na crença de que, com a melhora do ambiente econômico, os preços serão acordados em patamares superiores.
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Por último, cabe ressaltar que a instituição financeira permanece com sua recomendação de compra para os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale, com preço-alvo de US$ 13,57 – equivalente a um potencial de valorização de 28%, de acordo com o último fechamento em Wall Street. “A companhia detém altos volumes, baixos custos operacionais e fortes balanços contábeis. O ambiente macroeconômico é fraco, mas acreditamos que a Vale é uma vencedora no longo prazo, dados seus ativos de alta qualidade”, conclui o Citigroup.