Com OGX e Usiminas nas pontas do índice, Ibovespa fecha com baixa de 0,14%

Em um dia de forte volatilidade, benchmark da bolsa fechou em nova queda, com baixa de OGX mais que compensando alta dos ativos da Usiminas

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*Atualizado às 17h57 (horário de Brasília)

SÃO PAULO – Entre ganhos e perdas na sessão, o Ibovespa registrou um novo dia de baixa, após ter perdido forças na última hora da sessão. O índice fechou com perdas de 0,14%, a 56.617 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,30 bilhões. Este é o 12º pregão de queda nos últimos 14 dias de sessão

A OGX Petróleo (OGXP3) mais uma vez pressionou o índice negativamente ao registrar as maiores perdas, com os papéis fechando em queda de 8,91%, cotados a R$ 3,27. A companhia possui a terceira maior participação do Ibovespa, com uma participação de 4%. Depois do pregão de sexta-feira, a OGX Petróleo anunciou que “mantém permanente contato com vários investidores sobre diferentes oportunidades de negócios”, apesar de no momento não ter nenhum negócio fechado.

Nos últimos dias surgiram rumores de que Eike Batista estaria negociando a venda de uma parte da companhia à Petronas, estatal da Malásia, o que colaborou para que o papel subisse 21,74% em dois dias. 

Também na ponta negativa, as ações da Ambev (AMBV4) registraram forte queda de 3,34%, valendo R$ 87,61. A empresa sofre com a perda de tamanho de seu principal mercado: o de cervejas, que recuou 4,4% no mês de janeiro, atingindo os 739 milhões de litros – culpa de cargas tributárias maiores e excesso de chuvas nos grandes centros populacionais, onde a demanda por bebida é maior. A Ambev continuou com 68% do market-share. Com isso, o mercado começa a se ajustar para resultados mais fracos no futuro.

Entre as maiores altas, estiveram as ações das siderúrgicas. A Usiminas (USIM3; USIM5) viu seus ativos registrarem os maiores ganhos, com seus papéis ordinários se valorizando 6,26%, cotados a R$ 10,52, enquanto as ações preferenciais subirem 6,82%, valendo R$ 9,87, após terem chegado a subir mais de 8% no intraday. 

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O movimento pode ser um reflexo das expectativas de reajuste no preço do aço, que pode ocorrer já no segundo trimestre. Essa alta ajuda a puxar os papéis de outras companhias do setor, sendo que as ações da CSN (CSNA3) também registram alta, com 0,72%, aos R$ 9,79.

Ação da Gol também registra perdas
Além da forte baixa dos papéis OGXP3 e AMBV4, as ações da Gol (GOLL4) registraram fortes perdas, com queda de 3,35%, a R$ 12,42. Entre as maiores altas, destaque, além dos papéis das siderúrgicas, para 
os ativos do JBS (JBSS3, R$ 6,96, +3,57%), Eletrobras (ELET6, R$ 12,00, + 3,54%) e Braskem (BRKM5, R$ 14,75, +3,51%) . 

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 3,27 -8,91 -25,34 243,06M
 GOLL4 GOL PN N2 12,42 -3,35 -3,72 19,98M
 AMBV4 AMBEV PN 87,61 -3,34 +2,37 265,91M
 BRFS3 BRF FOODS ON 42,50 -2,55 +1,22 107,89M
 VAGR3 V-AGRO ON 0,44 -2,22 +7,32 4,21M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 USIM5 USIMINAS PNA 9,87 +6,82 -22,89 101,06M
 USIM3 USIMINAS ON 10,52 +6,26 -23,04 4,93M
 JBSS3 JBS ON 6,96 +3,57 +16,00 40,06M
 ELET6 ELETROBRAS PNB 12,00 +3,54 +14,50 23,84M
 BRKM5 BRASKEM PNA 14,75 +3,51 +15,23 23,50M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 34,28 +0,53 758,33M 33.888 
 PETR4 PETROBRAS PN 16,95 -1,17 479,68M 32.647 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 35,17 +0,20 314,92M 20.690 
 BBDC4 BRADESCO PN 35,58 -0,25 276,21M 15.175 
 AMBV4 AMBEV PN 87,61 -3,34 265,91M 11.369 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 3,27 -8,91 243,06M 23.337 
 CIEL3 CIELO ON 59,00 +1,90 229,12M 11.405 
 VALE3 VALE ON 35,88 +0,45 182,80M 13.950 
 ITSA4 ITAUSA PN 10,40 +0,78 172,40M 22.046 
 PETR3 PETROBRAS ON 14,90 -1,32 165,84M 23.021 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
 

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Eleições italianas pesam nas bolsas internacionais
Na Itália os jornais colocavam Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático, de centro-esquerda, como o principal favorito a primeiro-ministro durante a manhã, o que impulsionou os mercados acionários europeus. Entretanto, com novas pesquisas indicando que uma base governista estável poderia não ser formada, o que levaria à necessidade de novas eleições, os índices diminuíram os ganhos.  Nos EUA, a tensão empurrou todos os principais índices para o negativo, com os principais índices norte-americanos registrando baixa. 

Vale ressaltar que os temores são muito fortes com relação à uma possível volta de Berlusconi ao poder, devido ao seu discurso antieuro, que ganhou forças nas últimas semanas em meio ao descontentamento com a situação econômica italiana. Assim, caso Berlusconi ganhe as eleições, o discurso deve ser de fragmentação frente à União Europeia, o que poderá afetar os mercados.

Por fim, o Japão também esteve no radar nesta data. A mídia japonesa diz que Haruhiko Kuroda, presidente do Banco de Desenvolvimento Asiático e com uma postura mais agressiva, deverá assumir o banco central do país – colaborando com a política inflacionária do premiê Shinzo Abe.

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Agenda doméstica
No cenário doméstico, o Relatório Focus mostrou uma leve melhora nas projeções econômicas. A estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 5,70% neste ano para 5,69%, enquanto a do PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 3,08% para 3,10%.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.