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SÃO PAULO – Com os preços à vista do minério de ferro em alta, analistas do Citigroup mantêm recomendação de compra para produtoras da commodity no Brasil – nomeadamente Vale (VALE3, VALE5) e CSN (CSNA3). Em relatório assinado por Alexander Hacking e Elisabeth Feddersen, o banco aponta ainda que os preços podem diminuir nos próximos dias, mas a expectativa é de uma queda limitada no primeiro trimestre, com um risco maior só no segundo trimestre.
Os preços à vista estão em R$ 190 por tonelada, tendo chegado a estes níveis duas vezes antes: entre novembro de 2007 e agosto de 2008, com duração de nove meses, e em abril de 2010, com duração de apenas um mês. A previsão de preço do minério de ferro para 2011 é de R$ 145 por tonelada. “O principal risco é o sentimento, não os fundamentos”, ressalta o Citi.
Já os preços de referência para os contratos de longo prazo devem aumentar 8% no primeiro trimestre e 12% no segundo, conforme o banco.
Cenário internacional
Comentando o panorama global para o minério, os analistas preveem que o aumento da produção chinesa deve dar mais apoio na curva de custo, já que em 2010 o país utilizou mais minério nacional, produzindo 53 milhões de toneladas a mais de aço com menos minério importado.
Na Índia, a proibição das exportações tem acelerado o declínio estrutural em fornecimento indiano para a China, com baixa de 3 milhões de toneladas por mês.
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Já as exportações do Brasil continuam pouco afetadas pelas chuvas, com menos de um milhão de toneladas de perda de produção no acumulado do ano. A projeção de exportações totais para 2011, de acordo com o Citigroup, é de 300 milhões a 320 milhões de toneladas, um aumento de 10 milhões a 20 milhões de toneladas.
Produção de aço em crescimento
Por sua vez, a produção de aço teve um crescimento de 15% no último ano, com 9% de aumento na China e 21% no resto do mundo. Segundo o Citi, em 2011 a produção deve aumentar em 5%.