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SÃO PAULO – O Ibovespa vai recuando 0,35% no pregão desta quinta-feira (6), atingindo os 52.616 pontos por volta das 16h00 (horário de Brasília). Assim, o índice “bate na trave” do suporte dos 52.250 pontos – o patamar mais importante para o índice no curto prazo, na opinião dos analistas técnicos ouvidos pelo InfoMoney, um verdadeiro divisor de águas. No intraday, o índice chegou a tocar os 52.241 pontos – o patamar mais baixo do ano.
Anteriormente, o índice chegou a se segurar 6 vezes nesse suporte – e pode ser que se segure mais uma. “O Ibovespa ainda não rompeu, mas caso venha a perder este suporte, a coisa fica feia e o índice pode buscar os 49.500 pontos”, avalia Luiz Eduardo Borges, analista técnico da Strategic Invest. Mais de 40 ações do índice estão em tendência de baixa, puxando o índice para baixo, incluindo os pesos pesados Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3; VALE5).
O cenário do índice é bastante complicado na opinião dos analistas. “Temos na região dos 52.391 pontos o gatilho para uma possível pernada rumo aos 48.000 pontos, pois além de estarmos na mínima do ano, Petro e Vale formaram configurações de ‘espancamento'”, alerta Mario Saldanha, analista da Saltrade – salientando que isso pode colaborar para que as outras ações acompanhem.
O que comprar?
Borges destaca que, em sua opinião, é hora de evitar qualquer movimento de comprar ações que estejam em tendência de baixa – mesmo que a sensação de “já caiu demais” seja muito forte. Por isso, sugere buscar ações em clara tendência de alta: Embraer (EMBR3), Cielo (CIEL3), Fibria (FIBR3) e Transmissão Paulista (TRPL4).
Wager Caetano, diretor da Top Traders e da Cartezyan, corrobora com essa opinião – sugerindo que o investidor busque as melhores oportunidades em um cenário complicado. “As ações devem ser analisadas de maneira individual, porém se for com base no Ibovespa, sem dúvida a idéia é comprar ações com relação estreita com o benchmark doméstico [como Petrobras e Vale]”, afirma, sugerindo que os investidores esperem uma reversão de tendência para a alta.
O ideal, porém, é esperar alguma definição no curto prazo, com o índice se afastando dos 52.250 pontos, para que se decida em que ponta operar – compradora ou vendedora. “”Para uma operação mais segura é melhor esperar a perda da região citada para entrar vendido ou então um sinal concreto de reversão para compras”, salienta.
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A queda não acabou
Saldanha é enfático ao dizer que, mesmo que o índice ensaie recuperação, não dá para acreditar em uma recuperação. “Repiques acontecem, animam e os investidores tendem a achar que chegamos no fundo. Seria muito bom uma confirmação de tal alvo, porém, é impossível dizer que a queda acabou”, destaca.
Ele não vê motivos para subir enquanto o índice estiver abaixo dos 54.326 pontos – mas salienta que o investidor não deve desistir da bolsa de valores no momento. “A importância de saber operar nas duas pontas, compradora ou vendedora, cresce a cada momento, já que a volatilidade encurta as ondas e seus alvos”, afirma.