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SÃO PAULO – Seja a conversa sobre a crise em Honduras ou os jogos olímpicos, a nova moda nas rodas internacionais é o Brasil. Para suprir o crescente interesse, analistas e gestores estrangeiros apontam quais setores devem se beneficiar com a emergência do País.
Mais que simples propaganda, para muitos a conquista de eventos de porte internacional como os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo de 2014 sugere que o Brasil foi aceito para a roda dos países sérios, como atesta recente matéria da revista Forbes.
Segundo David Joy, estrategista chefe da RiverSource Investiments, conferir ao Brasil a tutela de eventos importantes é uma aprovação implícita ao desenvolvimento econômico do País.
Analistas
Em sua opinião, o fornecimento de insumos para as economias em expansão no sudeste asiático, além da fabricação de insumos para a crescente classe média, serão os temas de investimento dominantes nos próximos anos. Joy também ressalta os papéis da dívida brasileira como uma opção sólida e rentável.
O estrategista não fica apenas com sugestões setoriais, recomendando a aquisição das blue chips Vale e Petrobras, além da siderúrgica CSN. Para o investidor estrangeiro que deseja expor sua carteira ao Brasil, também existe a possibilidade de adquirir cotas em fundos que seguem índices de referência.
Fugindo do óbvio
Contudo, para muitos analistas o problema é exagerar na exposição a commodities, uma vez que o peso das gigantes Petrobras e Vale domina a maior parte dos índices acionários que se refiram ao Brasil.
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Uma das opções para escapar das commodities, na avaliação de analistas e gestores estrangeiros é investir no setor financeiro brasileiro, especialmente em nomes como Itaú Unibanco e Bradesco, com forte momentum das ações em 2009 e sólida posição de capitalização.