Publicidade
SÃO PAULO – Confirmando a tendência apresentada nas últimas sessões e o otimismo dos investidores em relação às perspectivas para a economia brasileira, os principais títulos da dívida externa fecharam em alta nesta segunda-feira.
Assim, o C-Bond, papel mais negociado da dívida brasileira, fechou em novo valor recorde. O risco país, da mesma forma, teve nova queda e fechou abaixo dos 400 pontos, a primeira vez que isso ocorre desde 1997. Com isto, entre as principais notícias que repercutiram neste mercado na sessão, destaque para a confirmação de uma nova emissão soberana, a sexta promovida no governo Lula.
BC confirma captação com anúncio de bancos
Apesar de não divulgar maiores detalhes da operação, o Banco Central anunciou nesta segunda-feira a realização de uma nova captação externa, coordenada pelos bancos Citibank e Deutsche Bank. Esta operação, de prazo de 30 anos, já era aguardada pelo mercado, que já especulava sobre o assunto na semana anterior.
Respondendo à forte demanda, o montante oferecido teria sido elevado para US$ 1,5 bilhão, após a oferta inicial de US$ 1 bilhão. Estes títulos, segundo especulações do mercado, teriam taxa de retorno entre 8,75% e 8,80%..
Brasil segue o exemplo de outros mercados emergentes
Com esta nova operação, o governo brasileiro segue o comportamento de outros países emergentes, que, aproveitando do atual momento de aumento na liquidez internacional e menor na aversão ao risco, já promoveram captações semelhantes. Na semana passada, o México, a Venezuela e a Turquia realizaram operações nestes moldes, fato que elevou no mercado à expectativa de uma emissão brasileira.
É importante destacar, ainda, que também na última semana a empresa mineradora Vale do Rio Doce, anunciou uma emissão com o montante de US$ 500 milhões, com papéis de 30 anos no mercado internacional e taxa de retorno de 8,35%.
Continua depois da publicidade
C-Bond fechou em alta
O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, após fechar
em alta de 0,12%
na noite desta segunda-feira, rompeu pela primeira vez em sua história o patamar de 101, cotado a
Continua depois da publicidade
101,06
centavos de dólar.
Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond não acompanharam a tendência de C-Bond.
O Par Bond
Continua depois da publicidade
subiu 0,27%,
cotado a
93,75
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond mostrou desvalorização de 0,67%, cotado a 91,38 centavos de dólar.
Já dentre os principais bônus globais, o destaque ficou com o Global 27, que mostrou alta de 0,49%.
Risco país caiu
Continua depois da publicidade
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 398 pontos base, uma queda de 10 pontos base em relação ao último fechamento
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
![]() |
|||||||
![]() |
Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % | ![]() |
||
![]() |
C-Bond | 101,06 | 100,94 | +0,12 |
![]() |
||
![]() |
Par Bond | 93,75 | 93,50 | +0,27 |
![]() |
||
![]() |
Discount Bond | 91,38 | 92,00 | -0,67 |
![]() |
||
![]() |
Global 06 | 112,06 | 111,94 | +0,11 |
![]() |
||
![]() |
Global 07 | 119,06 | 119,25 | -0,16 |
![]() |
||
![]() |
Global 08 | 111,88 | 111,56 | +0,29 |
![]() |
||
![]() |
Global 09 | 136,00 | 135,69 | +0,23 |
![]() |
||
![]() |
Global 20 | 135,81 | 135,50 | +0,23 |
![]() |
||
![]() |
Global 27 | 115,06 | 114,50 | +0,49 |
![]() |
||
![]() |
Global 40 | 119,75 | 119,31 | +0,37 |
![]() |
||
![]() |
|||||||

