Com nova precificação para o ferro, Barclays eleva preços-alvo para Vale, CSN e MMX

Analistas consideram que mercado do minério continuará apertado nos próximos dois ou três anos, com restrição de oferta

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SÃO PAULO – O Barclays elevou os preços-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale (VALE3,VALE5) e para os papéis da CSN (CSNA3) e MMX (MMXM3), avaliando positivamente a implementação de um sistema de preços mais flexível para o minério de ferro.

O relatório assinado por Leonardo Correa, Renato Antunes e Christopher LaFemina trabalha com a estimativa de que o mercado da commodity continuará apertado nos próximos dois ou três anos, com uma restrição na oferta do minério. Dessa forma, os preços devem atingir picos.

A instituição estima que a cotação de ferro fino aumentará 90% no segundo trimestre, 10% no terceiro trimestre e 10% em 2011. A estimativa para os preços de pelotas é de alta de 130% entre abril e junho.

Vale
Como top pick do setor, a mineradora deve ser beneficiada pelo aperto no mercado de minério de ferro entre os próximos dois ou três anos, por conta de sua alta exposição à commodity e de seu fluxo de caixa.

O preço-alvo para os ADRs da Vale para o final deste ano foi elevado a US$ 41,00, ante US$ 37,00, enquanto a recomendação de overweight (peso acima da média do portfólio) foi mantida.

Holding
Refletindo as mudanças nas estimativas para a Vale e as repercussões em relação à CPFL, o Barclays também elevou o preço-alvo para os papéis da Bradespar visando o final deste ano, passando de R$ 56 para R$ 61 por ação.

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“Enquantos nós acreditamos que a venda de sua fatia na CPFL ao final de 2010 possa exercer um impacto positivo em seu desconto em relação ao NAV (Net Asset Value), nós esperaríamos que o desconto permanecesse entre 8% e 12% no curto prazo”, comentam os analistas.

CSN
Apesar de considerar como baixa a exposição da empresa ao minério de ferro (de aproximadamente 30%), o Barclays considera atrativo o múltiplo EV/Ebitda (que mede a relação entre o valor da empresa e sua geração de caixa) de 5,7 vezes em 2011. A implementação da estratégia de internacionalização que preocupa os investidores não é esperada no curto prazo.

O preço-alvo para os papéis da CSN para o final de 2010 foi elevado para R$ 41,00, ante R$ 37,50. A recomendação também foi mantida em overweight.

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MMX
Com um perfil de fluxo de caixa de longo-prazo (já que a empresa ainda é pré-operacional), a MMX deve ser menos impactada pela revisão de curto-prazo do sistema de preços do minério de ferro, na visão dos analistas. Entretanto, eles enxergam um valor potencial representativo na empresa.

O Barclays espera que as ações da MMX cheguem a R$ 21,00 ao final deste ano, ante a previsão anterior de R$ 20,00. A recomendação é de overweight.