Com nova metodologia do PIB, carga tributária brasileira é de 35,21%

De acordo com o IBPT, foram R$ 817,938 bilhões no ano passado, contra R$ 732,864 bilhões de 2005

•

Publicidade

SÃO PAULO – Com a nova metodologia para a soma do Produto Interno Bruto (PIB), mudaram também outros cálculos a ele atrelados. Um deles foi o do peso dos impostos, levantado pelo Instituto de Planejamento em Pesquisa Tributária: a representatividade passou de cerca de 38% para 35,21% do PIB.

A informação foi divulgada na última quarta-feira (28) pela própria entidade, que analisou a imposição de tributos no ano passado. Em reais, foram R$ 817,938 bilhões recolhidos pelo governo federal, contra R$ 732,864 bilhões de 2005.

Mandatos

Conforme o IBPT, de 2003 a 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a carga tributária apresentou avanço de 2,56 pontos percentuais. No primeiro mandato de seu antecessor (1995-1998), Fernando Henrique Cardoso, houve diminuição de 1,23 pp.

Veja, na tabela abaixo, a evolução da arrecadação tributária, levando em consideração os impostos federais, estaduais e municipais, segundo o instituto:

Ano Arrecadação (em bilhões) Carga tributária Carga tributária com novo PIB
2002 R$ 482,486 35,84% 32,65%
2003 R$ 553,179 35,54% 32,54%
2004 R$ 650,135 36,8% 33,49%
2005 R$ 732,864 37,82% 34,12%
2006 R$ 817,938 38,80% 35,21%

Entenda

Veja: com a nova soma feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesos das atividades agropecuária e industrial caíram, enquanto o das atividades de serviços cresceu. Além disso, a importância das despesas das famílias se expandiu e dos investimentos caiu.

Com isso, o PIB do ano passado cresceu 3,7% ao longo do ano passado, atingindo R$ 2,323 trilhões. Pelo cálculo antigo, a expansão havia sido de 2,9%.