Com mudança no discurso de Bernanke, bolsas dos EUA fecham em queda

Presidente do Fed questionou capacidade dos EUA de criar novos incentivos à economia; techs, bancos e petrolíferas em destaque

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SÃO PAULO – Os principais indices acionário de Wall Street encerraram em queda nesta quinta-feira (14), refletindo a preocupação dos investidores com a economia norte-americana, sobretudo após o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmar que o país não está pronto para tomar medidas imediatas para reforçar a economia local, mudando assim o teor do discurso realizado por ele na véspera, quando sinalizou para um possível novo programa de injeção de liquidez no país. 

Vale mencionar que o mercado norte-americano também digeriu o anúncio feito pelo Moody’s, quando após o fechamento do pregão anterior colocou em revisão o rating norte-americano para possível rebaixamento, em meio ao possível aumento de calote caso o país aumente seu endividamento. Já no final da tarde desta quinta-feira, governistas e republicanos concordaram em cortar  US$ 1,5 bilhão em gastos.

Diante disso, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 1,22% a 2.763 pontos, acumulando no ano forte alta de 4,14%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 0,67% atingindo 1.309 pontos e subindo 4,07% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 0,44% chegando a 12.437 pontos e acumulando no ano forte alta de 7,42%.

Techs são destaques de quedas
No setor de tecnologia, os ativos do Google (-1,73%) recuaram na sessão, em meio à expectativa desfavorável do mercado acerca dos resultados trimestrais da empresa. Contudo, divulgado após o fechamento do pregão, os números trimestrais da companhia surpreenderam positivamente os analistas, levando seus papéis a dispararem 10% no after hours do Nasdaq.

Ainda no pregão regular, outras companhias do setor fecharam em queda, entre elas, a Sony (-1,22%), Nokia (-2,29%) e a Microsoft (-0,60%).

Bancos e petrolíferas
Com exceção do JP Morgan Chase, que viu suas ações subirem 1,84%, após o lucro melhor do que o esperado no segundo trimestre do ano, as instituições financeiras tiveram um dia predominantemente negativo no mercado. É o caso do Morgan Stanley (-0,89%) e do Wells Fargo (-0,91%). O Citigroup, que divulgará seu balanço referente ao 2T11, viu seus papéis recuarem 1,14% nesta sessão.

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No setor petrolífero, as ações da ConocoPhillips subiram 1,63%, após a notícia de que a companhia está se dividindo em duas partes, com refinação e comercialização em um único e exploração e produção no outro. Enquanto isso, as suas concorrentes recuaram na sessão, com destaque para a ExxonMobil (-0,29%) e Chevron ( -0,40%).

Agenda
Entre os indicadores relevantes divulgados na sessão, destaque para o volume de vendas ao mercado varejista no país, que registrou alta de 0,1% em junho, ante expectativa de queda de 0,2 ponto percentual, enquanto o número de pedidos de auxílio-desemprego na passagem semanal recuou mais do que o esperado, apontando 405 mil novas solicitações na passagem semanal.

Ainda nesta sessão, houve a divulgação do índice de preços ao produtor norte-americano, o qual recuou mais do que o esperado pelo mercado em junho. Já o nível de vendas e estoques das empresas dos EUA em maio, medido pelo Business Inventories e divulgado pelo Departamento de Comércio do país, apontou alta de 1%, 0,1 ponto percentual acima das expectativas.

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Confira o desempenho dos principais índices acionários norte-americanos nesta quinta-feira:

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones -0,44 12.437 +2,99 +7,42 
 S&P 500 -0,67 1.309 +1,63 +4,07 
 Nasdaq -1,22 2.763 +3,13 +4,14