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SÃO PAULO – O dólar comercial segue em forte desvalorização frente ao real nesta segunda-feira (12), acompanhando o clima mais positivo nos mercados financeiros ao redor do mundo.
Além disso, o superávit comercial (US$ 1,471 bilhão) maior do que o esperado na segunda semana de maio sinalizou que a entrada de dólares das vendas ao exterior pode aumentar.
Política Industrial
Na esfera política, o anúncio feito, nesta manhã, pelo Presidente Lula sobre incentivos industriais dissipou os temores de que o governo pudesse tomar medidas que interferissem diretamente no câmbio, o que também abriu espaço para o real apreciar-se.
Cenário externo
Perdas menores do que o previsto por parte do HSBC e da seguradora de títulos norte-americana MBIA arrefecem tensões acerca do setor financeiro internacional.
Leilão do BC cancelado
No começo da tarde, o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) anunciou dois leilões de compra de dólares no mercado à vista, mas ambos foram cancelados. O motivo estaria relacionado a problemas no Sisbacen, interface que liga o BC aos agentes do sistema financeiro.
Acompanhe as cotações
O dólar comercial opera cotado a R$ 1,6640 na compra e R$ 1,6660
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na venda, forte baixa de 1,19% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
1,8800, representando um ágio de 12,98%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 0,18% em maio, frente
à baixa de 5,08% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,19%.
Dólar futuro na BM&F
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
opera cotado a R$ 1.672,
forte baixa de 1,30% em relação ao fechamento
de R$ 1.694
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte baixa de 1,40%,
atingindo R$ 1.685 frente
à R$ 1.709 do fechamento de
segunda-feira.